Isto pode realmente estar acontecendo. Apenas algumas semanas após um bebê ter sido curado do vírus HIV, tratamentos preliminares colocaram o HIV em remissão aparentemente permanente em 14 adultos. É um grande progresso na luta contra o HIV.

Os 14 pacientes faziam parte de um grupo de 70 que foram examinados no Instituto Pasteur em Paris. Todos eles começaram a receber medicações anti-retrovirais (ARV) entre 35 dias e 10 semanas após contraírem o vírus. Os pacientes então foram medicados por três anos, mas todos pararam. As drogas ARV podem manter o HIV sob controle, mas não podem removê-lo completamente do sistema. E tipicamente, quando você para de se medicar, o vírus reemerge. Exceto que isso não foi o que ocorreu com os 14 pacientes.

O tratamento precoce é similar ao feito no bebê do Mississipi que foi curado. Ela tomou drogas ARV a partir de 30 horas depois de nascida.

Em ambos os casos, o vírus ainda está presente, em uma forma bastante reduzida e possivelmente ainda transmissível. Mas no estado atual, o corpo consegue mantê-lo sob controle, sem o uso de medicamentos. Médicos não estão certos de que isso é permanente, ou que vai durar apenas um certo tempo, ou enquanto os pacientes estiverem com a saúde boa. E isso não funciona com qualquer paciente que detecta a infecção rápido: é estimado que entre 5% e 15% deles serão curado e não precisarão mais de tratamento médico. Além disso, ser diagnosticado com HIV até 10 semanas depois de contrair o vírus não é muito comum, e o aspecto de ação rápida pode evitar uma série de casos com este tratamento.

De qualquer forma, é um desenvolvimento animador, e parece que pode ser replicado. As vantagens de detectar o HIV cedo é que isso limita o quanto do vírus vai continuar caso as drogas façam efeito; elas impedem que o vírus de se diversifique, o que dificulta a ação; e previne o sistema imunológico de ser destruído.

Não vai ser uma solução milagrosa para o HIV. É assim que o progresso parece: a ciência lutando com o vírus pedaço a pedaço. É uma grande vitória, e mais uma razão para se testar regularmente caso você não faça testes. [New ScientistBBCNYT]