Um novo desafio tem atormentado os provedores de internet. Projetos como o Google Fiber conseguem entregar uma banda larga de altíssima velocidade a diversas casas, porém exigem a instalação de uma nova infraestrutura de rede. Isso pode acabar se usarmos um novo padrão chamado G.fast. Ele entrega internet rápida via fibra óptica através das linhas telefônicas já existentes.

Versões antigas da tecnologia DSL conseguiam oferecer conectividade de banda larga através das linhas telefônica existentes graças a uma técnica especial – uma modulação que permitia que dados e voz compartilhassem o mesmo cabo em frequências diferentes (DSL a 25 a 1104 KHz e voz entre 30 Hz a 4 KHz). No entanto, há um limite de dados que um único fio de cobre consegue transportar. Isso limita o padrão atual, VDSL2, a apenas 100 Mbps em uma largura de banda de 30 MHz.

O G.fast, por outro lado, usa uma porção muito maior, de 106 MHz, para entregar velocidades de até 1Gbps – a mesma velocidade atingida pelo Google Fiber. No entanto, o novo padrão não é perfeito, já que sua faixa superior de frequência se sobrepõe ao espectro de rádio FM, o que pode causar interferência. Além disso, sua faixa ampla de frequência gera uma grande quantidade de linhas cruzadas entre os próprios fios. E, como o VDSL2, as provedoras de internet podem potencialmente cortar a velocidade máxima da internet pela metade (ou seja, para 500 Mbps) devido a restrições financeiras e técnicas. Ainda assim, mesmo a metade da capacidade do G.fast é 5x mais rápida do que o limite máximo de seus antecessores.

O padrão G.fast deve ser finalizado em algum momento do ano que vem, e pode começar a ser implantado a partir do começo de 2016. [Extreme Tech – Huawei – Imagem: ULKASTUDIO]