O Wall Street Journal descobriu uma patente da Amazon, obtida em dezembro, que detalha o “envio antecipado” de produtos: dessa forma, os produtos que você compra vão para a central de distribuição mais próxima antes que você clique no botão de compra. Será o futuro… ou uma boa estratégia de marketing?

De acordo com a patente, a Amazon iria considerar pedidos anteriores, buscas, listas de desejos, e até o tempo que o cursor fica por cima de um item para determinar quais produtos pré-enviar, e para onde. Ele seria então levado a um hub regional mais próximo ao consumidor.

A patente diz também que a Amazon poderia enviar pacotes sem colocar o destinatário, caso o destino seja um prédio com vários moradores, por exemplo – se alguém comprar o produto, ele já estaria no edifício, pronto para coleta.

Por enquanto, trata-se apenas de uma patente: “não está claro se a Amazon já usou ou se vai usar a técnica”, diz o WSJ. A empresa, conhecida por sua cultura de segredo, se recusou a comentar o assunto.

A ideia de que a Amazon poderá “enviar produtos antes que eles sejam comprados” não é impossível, mas parece boa demais para se tornar realidade, pelo menos num futuro próximo. Como aponta o Motherboard, isso só ajuda a empresa a ganhar uma imagem de ser ágil, mesmo sem (ainda) cumprir essas promessas futuristas:

Em algum momento, o pessoal de marketing da Amazon teve um golpe de gênio: se as pessoas acreditam que a Amazon é mesmo o gigante high-tech futurista do comércio, com um exército de robôs que fazem seus sonhos de compras se tornarem realidade, por que não utilizar essa “magia” para vender a ideia de velocidade?

A Amazon já fez isso em dezembro, com a promessa maluca do PrimeAir: ele faria a entrega de produtos usando drones. A ideia é levar pacotes leves – como livros, Blu-rays e gadgets pequenos – a até 15 km de um centro de distribuição usando um octocóptero.

Só que o PrimeAir tem uma série de limitações: nem todo mundo mora perto de um centro de distribuição; o drone voador não poderia ter as hélices expostas, para não machucar ninguém no caminho; a FAA (agência americana de aviação) só deve permitir uma frota de drones civis a partir de 2020; entre outros.

Essas ideias malucas podem mostrar que a Amazon – e seu criador Jeff Bezos – têm uma visão para o futuro. Mas, por enquanto, elas agem mais como uma estratégia de marketing para o presente, para mostrar a Amazon como uma empresa mais ágil do que lojas tradicionais. Precisamos ser mais céticos quanto a isso. [Motherboard via @samfbiddle]