A Apple acaba de anunciar o novo iPad, que tem o incrível nome de “iPad”. Ele não chama iPad 2 HD (como os rumores levavam a crer) e traz como principal novidade uma tela animal de resolução “retina” de 2048 x 1536 pixels, exatamente quatro vezes mais pixels que o atual, ou “1 milhão a mais que sua TV”, junto de processador dual-core, GPU de 4 núcleos, 4G e câmera melhor. Tim Cook definiu a nova experiência: “Quando você ligar o novo iPad você vai ver gráficos, textos ícones mais detalhados do que você poderia imaginar. Tudo fará o seu queixo cair”. Ele chega aos principais mercados (isso é: não o Brasil) pelos mesmos preços (de US$ 499 a US$ 829) no dia 16.

Antes do “novo iPad”, é importante reparar em alguns detalhes importantes de preço: enquanto o novo aparelho será vendido por US$ 499 a US$ 829, o iPad 2 recebeu um interessante corte de US$ 100 em todos os preços. Ele começa agora a custar US$ 399 — e provavelmente ele buscará um nicho de mercado ainda maior. Tim Cook disse que o aparelho será ainda mais acessível para escolas e instituições de ensino.

A Apple escolheu um trocadilho super show para o lançamento

Cook frisou como o iPad tinha mais pixels que a sua TV full HD, e com a densidade de 264 pixels por polegada tudo ficava “incrível”. Para fazer tantos pontinhos na tela (que tem 44% mais saturação, para você que não achava as cores da Apple vivas o suficiente) funcionarem, é claro que o processador tinha de acompanhar. Então eles criaram o chip A5X (mais detalhes aqui), uma melhora do atual dual-core que equipa o iPhone 4S com “gráficos de quatro núcleos”. E colocaram um gráfico esquisito comparando com o Tegra 3, o quad-core (mas com 12 núcleos de vídeo) que equipa alguns tablets Android:

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Para mostrar o poderio gráfico, um isano trailer do novo jogo da Epic Games, o “Infinity Blade Dungeons”, que parece um bocado com Diablo; um jogo de avião; e o app da Autodesk com mais opções para designers. “Este novo dispositivo tem mais memória e uma resolução de tela maior que o Xbox 360 ou o PS3”, disse o executivo da Epic. Nós falamos mais desses apps aqui.

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A outra mudança significativa do novo iPad foi a inclusão de antena LTE, que funcionará em alguns mercados, para velocidade máxima de download de 72 Mbps. Se não há LTE no país em questão (Brasil!), o iPad contenta-se com HSPA+ (até 21 mbps, disponível em alguns lugares daqui) e ou Dual HSDPA (42 mbps). Segundo a Apple ele funciona na “maior quantidade de bandas da história deste país” ou algo assim. O iPad terá também a função de “hotspot Wi-Fi” e a bateria não foi muito prejudicada. Ela continua com a autonomia de 10 horas de uso normal e 9 horas com LTE. O design é basicamente o mesmo, mas ele é um pouco mais gordinho: 0.6 mm mais grosso e alguns gramas (ainda não confirmamos quanto) mais pesado.

Apesar de continuarmos achando extremamente esquisito alguém usando o iPad como câmera, o novo modelo sofreu um belo upgrade neste departamento: 5 MP, novas lentes e otimização no software, que você pode ver em detalhes aqui.

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Tim Cook entrou no palco distribuindo números enormes (362 lojas!), e falando de como o futuro da Apple passa pelos produtos “pós-PC”: juntos, iPod, iPad e Phone foram responsáveis por 76% do faturamento da empresa no último trimestre, e juntos já somam 352 milhões de unidades, baixaram 25 bilhões de apps e tudo o mais. Cook falou de como o mundo das Apple Stores é maravilhoso, como o Siri é tipo a melhor amiga de várias pessoas e tudo o mais (e agora ele fala japonês), 100 milhões de pessoas usando o iCloud, etc etc. Números! Pessoas gostam de números. Mas, obviamente, todos queriam saber do iPad. Ele veio, mas antes o público foi apresentado à nova Apple TV, igual com nova interface e capacidade de rodar coisas em Full HD (leia mais sobre ela aqui).

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Logo depois da demo da Apple TV, Cook focou no iPad. Quer dizer, focou em tirar onda com o iPad, como no gráfico acima, comparando o tablet da Apple com as vendas de PCs de outras grandes empresas. Antes que continuassem com as comparações, o CEO apressou-se em dizer onde o tablet funcionava melhor para as pessoas: na hora de ler livros, navegar na web e jogar. Ter 200 mil apps feitos para a tela (ou adaptados para) ajudam. Esta, na verdade, é a maior vantagem do iPad, e Cook aproveitou para contar vantagem sobre a concorrência. Mostrou, aliás, um vídeo do app do Twitter para o Galaxy Tab e frisou como aquele era um app “esticado a partir da tela de um smartphone”, ao contrário da experiência no iPad. [Fotos via GDGT e The Verge]