Antes de completar um ano de idade, Aimee Mullins teve suas duas pernas amputadas abaixo do joelho. O médico da família disse que ela nunca aprenderia a andar. Aos 19 anos, ela bateu recordes mundiais nos 100-metros rasos e no salto em distância.

Esta da imagem é a Aimee Mullins atleta, correndo com um antigo protótipo das pernas de fibra de carbono que hoje são comuns. Desde as Paraonlimpíadas de 1996, ela já trabalhou como modelo, palestrante e atriz, colocando seu nome em incontáveis publicações culturais e esportivas.

Mas a maior parte das biografias da moça, que eu tive o prazer de conhecer no TEDMED, esquece de uma parte: ela não é uma atleta ou um daquelas polyannas do tipo "nunca desista, tudo é possível!"

Com seus 1,72m (ou um pouco mais, dependendo do seu humor), Aimee é aquela menina que, na escola, era bonita e popular demais para você, mas que mesmo assim não fazia questão de apontar esse fato. (Até porque ela também é uma geek, sempre fazendo referências a clássicos sci-fi como Exterminador do Futuro, 2001 e Robocop — especialmente quando fala de si mesma.)

É privilégio nosso ter a Aimee escrevendo no Gizmodo durante os próximos dias, explorando os limites do quanto a tecnologia já afetou e ainda vai afetar o nosso corpo. Se ela é o que chamamos de "deficiente", por que há tantos "eficientes" por aqui com inveja neste exato momento? [imagem por Howard Schatz]