Smartphone fino com traseira de kevlar, certo? Quer dizer que ele é à prova de balas? Talvez não, mas as primeiras impressões do RAZR, novo aparelho da Motorola, são interessantes: 7,1 milímetros de espessura e um belo design com telona de 4,3 polegadas chamam a atenção de qualquer um.

Design

Não é preciso dizer que o que mais chama a atenção do RAZR é seu design e sua construção. O aparelho tem míseros 7,1 milímetros de espessura, o que o deixa bem à frente de concorrentes importantes, como o iPhone 4S e o Galaxy S II. Segundo o pessoal do The Verge, a traseira de kevlar remete a um plástico mais sutil. Mas é o que há por trás dela que causa preocupação: a bateria é selada e não-removível. Usuários terão que rezar para que a promessa da bateria de 1780 mAh seja mesmo mais empolgante do que as últimas baterias utilizadas pela Motorola.

A tela de 4,3 polegadas e resolução de 960 x 540 pixels agradou, mas o The Verge reclamou do excesso de marcas de dedos que o aparelho fica após o uso — algo que pode ser visto nesta foto. Para o Slashgear, é impressionante a leveza do aparelho (127 gramas), principalmente se levarmos em consideração que ele tem um chip 4G por dentro.

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É unânime que a junção de alumínio cortado com diamante somado à traseira de kevlar e à tela com Gorilla Glass passa uma sensação de firmeza importante ao celular. Brent Rose, do Gizmodo americano, conversou com os engenheiros da Motorola sobre a construção do aparelho:

Eles passaram dois anos desenvolvendo a traseira de kevlar. Originalmente, eles cogitaram a fibra de carbono (porque quem não cogita nos dias de hoje?), mas o carbono não é um bom material para aparelhos com sinal sem fio. Já o kevlar é ultra resistente, rígido, e não vai derrubar suas ligações. Na real, o kevlar é tão sólido que nos primeiros protótipos eles não foram capazes de cortá-lo no tamanho certo com uma serra. Isso dá uma boa ideia da força do aparelho. E a tela de Gorilla Glass ajuda.

O aparelho é construído com um novo processo em que camadas são laminadas uma no topo da outra. Isso deixa o aparelho excepcionalmente forte e rígido. O lado positivo do novo processo: melhor qualidade de som nos alto-falantes internos, já que a vibração é diminuída drasticamente. O local em que eu estava era bem barulhento, mas o aparelho tocou músicas muito bem. O lado negativo: a bateria não é mais removível. Aparelhos com 4G são devoradores de energia, e mesmo que sejam poucos aqueles que trocam baterias durante o dia, é sempre bom ter a opção.

Performance

Ainda é cedo para discutir a velocidade do aparelho, mas já há descobertas interessantes. O aparelho tem processador dual-core TI OMAP 4430 de 1.2GHz e 1GB de memória RAM. Ele tem 16GB de espaço interno e já virá com um cartão microSD de 16GB. Pelos números, isso significa que ele está pronto para a concorrência, mas ainda precisamos descobrir quão pesado é o Motoblur no aparelho — sim, ele continua aqui. Brent Rose disse que a performance é bem semelhante ao Droid Bionic, último aparelho topo de linha da empresa nos EUA.

Mas o Anandtech já tem alguns números interessantes para mostrar: segundo o site, apesar de ainda não ter o Ice Cream Sandwich rodando, o RAZR é o primeiro aparelho com a versão 2.3.5 do Android. E aparentemente o Google fez boas mudanças na performance do browser do sistema, que se saiu melhor do que o iPhone 4S no benchmark SunSpider Javascript:

Claro, isso é apenas um teste de Javascript, mas já temos uma ideia do que esperar do aparelho.

Disponibilidade

O RAZR começa a ser pré-vendido nos EUA no dia 27 de outubro, com preço sugerido de US$299 para um contrato de 2 anos com a Verizon. Ele começa a ser entregue no dia 6 de novembro. Por aqui, há um certo mistério no ar: a Motorola Brasil já divulgou em seu site que uma surpresa chega no dia 4 de novembro, e nós sabemos que é o RAZR. Mas aparentemente a empresa ainda não sabe (ou não quer estragar a festa contando) se no dia 4 o aparelho será anunciado ou se ele já estará à venda.

Assim, podemos esperá-lo para o início de novembro — se não na primeira, nas semanas seguintes. Ainda não sabemos o preço, mas imaginamos que ele chegará por aqui na faixa de sempre, entre R$1.799 e R$1.999 — o Atrix chegou pelo segundo preço, mas de lá para cá os smartphones topo de linha tiveram uma pequena queda de preço. Ainda hoje provavelmente conheceremos o Nexus Prime, da Samsung, mas não temos ideia se ele chegará ao Brasil. Enquanto isso, fica a pergunta: o clássico RAZR tem chances de voltar para seu bolso?