Dos olhos inchados de chorar na infância com “Bambi” até a dor real e fulminante no coração ao assistir “Dançando no Escuro“, a maioria de nós gostamos de um filminho triste. Mas um novo estudo sugere que a razão para isso pode ser bem simples: acontece que filmes tristes nos deixam mais felizes.

A pesquisa, conduzida na Universidade Estadual de Ohio, tentou chegar às mais profundas reações emocionais que temos ao vermos filmes tristes. Para fazer isso, os pesquisadores colocaram 361 alunos da faculdade para assistir ao filme “Atonement“, de 2007. O filme, caso você não tenha visto, mostra um casal apaixonado que se separa e ambos morrem em situações relacionadas à guerra. Acho que podemos considerá-lo triste.

Antes e depois da exibição, os pesquisadores perguntaram aos participantes quão felizes eles estavam com suas vidas, e durante o filme eles também deram notas ao estado emocional do momento.

O resultado? Pessoas que que tiveram um aumento sensível de tristeza durante o filme mostraram um aumento de sensível de felicidade em relação a própria vida após a exibição. Eles também deram notas dizendo que o filme era bom. Os resultados apareceram no Communication Research. Silvia Knobloch-Westerwick, uma das pesquisadoras, explicou ao Science Daily:

“As pessoas parecem usar tragédias como uma forma de reflexo para os relacionamentos importantes de sua própria vida, como se contassem com uma bênção. Isso ajuda a explicar por que as tragédias são tão populares em termos de audiência, mesmo com toda a tristeza que elas possam causar.”

Estudos psicológicos anteriores conectaram a tristeza a uma profundidade maior de pensamento. Segundo os pesquisadores, o que acontece nos filmes tristes é que, ao disparar uma resposta emocional grande o bastante, os espectadores começam a analisar suas próprias vidas e a apreciá-las mais. Isso as deixa mais felizes.

Claro, se sua vida pessoal estiver em frangalhos, talvez você não atinja o resultado previsto. Nesse caso, prefiro que você veja o filme do Pelé. [Communication Research via Science Daily]

Imagem por Deklofenak/Shutterstock