O Bing, a nova ferramenta de busca na internet da Microsoft, já está disponível para todo mundo desde hoje de manhã. Mas o que tem de diferente entre o Bing e a tão-conhecida concorrência, e o que há de único? Vamos dar uma olhada.

Para começar, o Bing.com substituiu o Live.com: se você for neste, é redirecionado para o novo e agora único site de busca da Microsoft. Se você se decepcionou com o serviço, é normal: usuários de diferentes países perceberam resultados e funções diferentes. Se você entrar no site agora, encontrará uma versão meio manca, sem todas as funcionalidades – um Live melhorado, quase Google, com resultados de sites, imagens e notícias. Mas os recursos novos estão mesmo na versão americana. Para vê-la, clique em “Brazil” no topo direito da página e depois escolha “United States”, ou clique aqui para ir direto à versão original. O problema é que a versão americana mistura sites brasileiros com estrangeiros em buscas como São Paulo, por exemplo. Como bem notou o povo da Info, basta colocar “loc:br” (sem as aspas) para resolver isso.

O Bing USA tem busca de vídeos e mapas, além de produtos. Em caso de viagens, por exemplo, é possível ver na mesma tela passagem aérea e hotel para o destino, por exemplo. Outra coisa bem bacana e de fato diferente em relação ao Google é a pré-visualização da página: basta passar o mouse nos resultados e abre-se uma miniatura do destino; e, na parte esquerda, aparecem buscas relacionadas e o seu histórico de pesquisas, que você pode apagar ou desativar com um clique.

Funções

Pré-visualização de vídeos: por enquanto, é bom e ruim. Dá para ver pedaços de algumas séries na versão norte-americana: procure Heroes, ER ou Simpsons e passe o mouse em cima dos vídeos. Eles começam a tocar sozinho, com som (mas dá para desligar). Mas nem toda busca traz resultado com vídeo: tente 24 (24 Horas) ou Lost. Pelo que vi e pelo que disseram, todo resultado da busca que aponta para vídeo traz um preview: procure Maria Sharapova, por exemplo. O problema é que vídeos comprometedores começam a tocar sozinho também, ou seja, cuidado se usar o Bing no trabalho! A versão brasileira ainda não tem pré-visualização de vídeos.

 

Categorias de busca: termos que geram muitos resultados de busca vêm com categorias sugestivas, para tornar a busca mais precisa. É difícil saber agora se são muito úteis, ou se apenas iniciantes vão usar essa função. As categorias são bastante relevantes: na versão americana, uma busca por câmera digital sugere busca por marcas de câmera digital, conserto e acessórios. Mas uma busca por dois monitores sugere apenas busca na área de shopping e busca por vídeos. Na versão brasileira, só aparece sugestão de busca por imagens ou por notícias: tente São Paulo, por exemplo. A versão americana sugere imagens, notícias, hotéis, tempo e empregos.

Resultado de busca em feed RSS: em uma busca no Bing, seu browser deve detectar automaticamente o feed RSS da busca. Você assina e os resultados aparecem em lista nos favoritos do navegador. Como a base de dados do Bing só tende a crescer, os feeds vão gerando resultados cada vez melhores de busca para termos que você sempre procura. Já tem na versão brasileira, mas não é lá grande coisa.

Primeiras impressões:

Giz: “Entre os top links automaticamente gerados para o Gizmodo estão posts antigos sobre o segundo anúncio Bill Gates/Seinfeld e fotos vazadas dos modelos de 16 GB e 160 GB do Zune.” Fala sério! No Bing brasileiro, a busca por Gizmodo nos leva a esta frase: “A Microsoft deve apresentar hoje o seu novo GOOGLE KILLER…”.

Ars Technica: Os resultados de certas buscas me impressionaram: como é possível que os resultados sejam tão absurdamente inúteis? Mas quando comparo o antigo Live Search e o Bing, dá para ver que obviamente o algoritmo de busca foi mudado para melhor.

Mashable: Existem agora pelo menos três versões do Bing, e dependendo de onde você está, sua experiência com o Bing será diferente. É uma decisão muito estranha da Microsoft, que deve gerar muita confusão, mas fazer o quê: esse é o jeito Microsoft.

Technologizer: O Bing tenta se diferenciar do que o Steve Ballmer chamaria de “líder de mercado” em pesquisa ao ajudar os usuários em quatro buscas que visam a uma ação: fazer uma compra, planejar uma viagem, pesquisar um problema de saúde e encontrar uma empresa.

ReadWriteWeb: A principal diferença entre o Google e o Bing é que o Bing oferece mais opções à esquerda, incluindo seções especiais para sintomas, remédios, crianças etc. Ele também oferece “buscas relacionadas”, o que geralmente é útil quando se trata de pesquisa sobre saúde… Com o Google [naa versão norte-americana] também há mais opções à esquerda, porém o usuário deve clicar em “Mostrar opções” — o que não sabemos se muitos usuários fazem.

E, finalmente, um tour em vídeo do Bing, para vocês voyeurs que gostam de ver mas não querem tocar/testar o site:

 

Agora é sua vez. Fale pra gente nos comentários o que você achou do recém-lançado Bing — o que ele faz direito, o que não faz, para que você vai usar…

Bing

Bing americano