Pode começar a se despedir dos controles remotos dos seus drones porque uma nova tecnologia que permite controlá-los pela mente foi apresentada Portugal. Conhecido como Brainflight, ele dispensa o uso de controles remotos graças à adaptações feitas nas tecnologias de eletroencefalografia já existentes.

A Tekever, empresa especialista em drones, apresentou o Brainflight em Lisboa esta semana. Ela explica em uma nota que o a eletroencefalografia mede ondas cerebrais de áreas específicas do cérebro, e, por meio de algoritmos, converte estes sinais em comandos para o drone. O operador — ou piloto — veste uma capuz que mede essas ondas e dirige o drone usando apenas o pensamento.

Ricardo Mendes, chefe de operações da Tekever, disse a BBC que no futuro a atividade de controlar drones usando a mente se tornará tão comum como andar ou correr (!). Ele acredita ainda que que, a longo prazo, jatos, voos comerciais e aviões de carga poderão ser controlados da mesma forma, sem a necessidade de tripulações. “Acreditamos que o Brainflight representa o começo de uma tremenda mudança no campo da aviação, empoderando pilotos e diminuindo o risco das missões”, disse. Pode até ser, mas não dá pra dizer que uma coisa dessas não causa um frio na espinha.


Você teria coragem de voar em avião sem um piloto? Eu não, e John Strickland, consultor de aviação, acha a mesma coisa. Ao BBC, ele diz que a indústria aérea foca em outras formas de tecnologia, como materiais melhores e motores mais econômicos e não em formas de eliminar o piloto da aeronave. Mendes rebate, dizendo que medidas de segurança seriam implementadas por algoritmos para evitar o cenários de desastre — um piloto que sofre um derrame enquanto está trabalhando, por exemplo –, e conclui afirmando que a questão não é “se” teremos aviões pilotados pela mente, mas, sim, “quando”.

Agora, se até aviões podem ser controlados pela mente, quando é que eu vou poder pedir delivery usando somente as minhas forças mentais? [BBC, Tekever]