Ah, eu lembro do Deezer. É um serviço de streaming de música que funcionava até 2009 no Brasil. Depois, a interface ficou ruim e eu resolvi mudar pro Grooveshark – e no mesmo ano, o Deezer bloqueou o serviço no Brasil. Desde então, eles melhoraram a interface, fizeram acordos com grandes gravadoras e agora querem levar milhões de músicas a 200 países – inclusive o Brasil, onde ele chega até janeiro. O que ele tem de melhor?

Segundo o Deezer, eles têm um catálogo de 13 milhões de músicas, mais que o Rdio (12 milhões) e o Terra Sonora (3+ milhões). Ao contrário do Grooveshark, ele não é gratuito, mas como o Grooveshark pode estar com os dias contados, parece que o jeito é pagar por streaming. O Deezer oferece streaming no computador por €5 (R$12) ao mês, e em computador e smartphone/tablet por €10 (R$24) mensais. O OiRdio cobra, respectivamente, R$9 e R$15. (O Deezer não anunciou os preços para o Brasil.) E, ao contrário do OiRdio, você pode manter músicas offline no seu computador, não só no smartphone.

Enquanto serviços como Pandora, Spotify e Rhapsody ignoram o Brasil e preferem os EUA, o Deezer faz o contrário: eles vão lançar o serviço no mundo inteiro, mas EUA e Japão ficam de fora. Como explica Axel Dauchez, CEO da Deezer, “quando eu digo às grandes gravadoras que eu não estou interessado nos direitos de música nos EUA, as negociações e termos se tornam muito, muito mais fáceis”. O Deezer chega à América Latina até 31 de janeiro, e em 200 países até o final de junho.

O Deezer quer se tornar “o único serviço realmente global de streaming de música”. Mas há motivos para desconfiar, como aponta o GigaOM: o Deezer disse em outubro que iria se expandir para mais 100 países “nas próximas semanas” e nada aconteceu. E de onde eles tiraram exatamente 200 países – fora EUA e Japão – se há só 196 países no mundo? Por outro lado, eles chegaram ao Reino Unido em setembro como previsto. O Deezer promete estrear amanhã na Irlanda e Holanda – vejamos se eles cumprem a promessa. [TechCrunch]