A busca pelo submarino da Marinha Argentina que desapareceu com 44 tripulantes a bordo chegou a uma “fase crítica”, disse um porta-voz da entidade à Reuters, com indicações que a embarcação não está flutuando e o oxigênio armazenado está próximo do fim.

De acordo com informações da Reuters, uma equipe de 4.000 pessoas de diversas nações e exércitos procura freneticamente pela embarcação. Aeronaves buscando pelo submarino argentino ARA San Juan já percorreram 500.000 km² de oceano da costa argentina, enquanto cerca de 30 navios fez as buscas em uma área menor. Autoridades acreditam que, depois de passar por problemas técnicos, o submarino esteja no fundo do oceano e impossibilitado de emergir, conforme o protocolo normal de emergência dita. Ainda que a embarcação esteja intacta, qualquer membro da tripulação a bordo estaria em risco de morte com o oxigênio se aproximando do fim — a embarcação tem capacidade para armazenar oxigênio por sete dias consecutivos.

“O capitão se manter no fundo do mar porque acreditou que seria mais prudente é um cenário”, disse o inspetor naval Fernando Morales à Reuters. “Mas no momento temos que pensar que, se ele está no fundo do mar, é porque não conseguiu emergir”.

Ninguém consegue contato com o submarino desde 15 de novembro, quando ele passava pelo Golfo San Jorge, na Patagônia,seguindo no sentido norte. Inicialmente, a busca passou por dificuldades devido ao clima pesado, mas, mesmo com o fim das chuvas, autoridades não progrediram muito na busca pela posição exata da embarcação, complementa a Reuters.

Conforme explica a Foreign Policy, crescem com urgência as questões sobre a atual missão do submarino e precisamente onde ele estava, com o governo argentino aparentemente despreparado para lidar com esta relativamente rara situação. Entretanto, se o submarino conseguiu se manter na superfície ou se está apenas “mergulhando”, usando o snorkel para repor o oxigênio, a revista aponta que, de acordo com autoridades argentinas, a tripulação tem água e mantimentos para até 90 dias.

[Reuters]

Imagem de topo: AP