Este aparelho veio à tona por causa da EUREKA, uma agência de pesquisa da União Européia que uniu a Merck, uma grande empresa na indústria de farmacêuticos, a AkzoNobel, uma das maiores fabricantes de tinta do mundo, e a BYK-Gardner, uma firma que faz equipamentos de controle de qualidade. Juntas, elas foram capazes de produzir o BYK-mac, que possui um banco de dados de mais de 100 mil cores com as quais pode trabalhar.

O aparelho possui um espectrômetro que não só analisa a cor, mas é capaz também de identificar a textura de qualquer tinta. A textura se refere aos componentes da tinta que afetam a aparência, mas não necessariamente a cor – na maior parte das vezes trata-se dos efeitos de brilho ou cintilação sobre a tinta, que podem mudar a aparência de um trabalho de pintura dependendo do ângulo que você vê a superfície. Todas estas cores e texturas no banco de dados do BYK-mac possuem valores matemáticos designados a elas e o aparelho brinca com todas estas cores diferentes até conseguir combinar perfeitamente o que lê no espectrômetro.

O Economist também escreveu que a combinação da tinta é muito mais difícil atualmente em função do aumento significativo da complexidade de como é feita a tinta do carro e de como ela é aplicada. Mesmo usando uma tinta básica, aplicá-la na direção errada pode fazer com que ela pareça estar descasada. De todo modo, não há menção de quando isto virá para o setor público, mas considerando que eles já têm um protótipo funcional, eu diria que mais breve do que imaginamos já veremos destes por aí. [The Economist]