Os smartphones revolucionaram a maneira como tiramos fotos e registramos nossas vidas – é difícil de lembrar daquele tempo quando nem sempre tínhamos uma câmera conosco. Por mais conveniente que sejam e com todas as melhorias nas tecnologias que vimos nos últimos anos, as câmeras tradicionais ainda não morreram.

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E não são apenas profissionais que deveriam pensar se vale a pena investir (ou manter) uma câmera digital para complementar o celular. Não estamos dizendo que todo mundo precisa carregar uma câmera e um smartphone consigo, apenas que vale a pena considerar em alguns momentos.

Para chegar mais perto

Imagem: Adam Clark Estes/Gizmodo

Se existe uma restrição particular que os smartphones fininhos possuem em relação às câmeras, é o zoom óptico – não existe espaço para uma lente maior. Com o iPhone 7 Plus, ou o Galaxy Note 8, você consegue um zoom óptico de 2x, te deixando duas vezes mais próximo da ação. Mesmo as point-and-shoot mais baratas possuem um poder de zoom potencial de 10x. Isso vai fazer a diferença quando você quiser fotografar o jogo de futebol do seu filho ou ao tirar fotos dos passarinhos no parque.

Esta é praticamente a única funcionalidade que as point-and-shoot compactas mais baratas possuem a seu favor, em relação aos smartphones topo de linha.

Para trabalhar com pouca luz

As câmeras dos smartphones topo de linha percorreram um longo caminho quando se trata de performance em condições com pouca luz, mas elas não conseguem chegar perto do tamanho dos sensores embutidos em câmeras digitais dedicadas. Sensores maiores significam mais luz entrando, mesmo nas situações mais escuras.

Vale mencionar o flash, também. Porque mesmo o melhor sistema de flash em um smartphone não consegue competir com a regularidade e profundidade de um flash de uma DSLR ou de uma boa câmera compacta. Ele pode ajudar a salvar uma foto nas condições mais malucas.

Para fotografar ação rápida

Imagem: Sam Rutherford/Gizmodo

Os smartphones estão quase alcançando as câmeras tradicionais quando se trata de fotografar objetos em movimento rápido, principalmente quando o que você precisa é velocidade de obturador e foco ágil. Você pode não ligar muito para melhorias nas câmeras como a tecnologia Focus Pixel introduzida com o iPhone 6, mas são elas que estão ajudando a diminuir a distância entre smartphones e DSLRs.

Então por que câmeras dedicadas continuam melhores quando se trata de fotografar ação em movimento rápido? Bem, a verdade é que alguns celulares mais avançados conseguem bater de frente com as câmeras em algumas situações (em lugares com boa iluminação, por exemplo), mas para ter flexibilidade e bons resultados sempre, a câmera ainda leva vantagem.

É possível que um dispositivo como o iPhone 8 alcance uma DSLR no quesito velocidade de obturador – deixar a luz entrar por uma pequena fração de segundo para congelar o objeto em movimento –, mas se você estiver sob baixa iluminação ou na sombra, os resultados serão menos impressionantes. Obviamente, se você não estiver usando o iPhone mais recente ou os modelos que não possuem câmera dupla, a qualidade vai cair ainda mais.

E quando você quiser brincar com a criatividade, ao manter um objeto focado enquanto o fundo fica borrado, por exemplo, no celular não existe a mesma flexibilidade presente em uma câmera dedicada, em termos de configurações.

Então pense naquele dia de esportes na escola do seu filho, ou naquela foto da natureza, ou até mesmo na foto que você quer tirar de um trem em movimento. Para a maioria dessas situações, você provavelmente terá a melhor foto com uma câmera dedicada, desde que você saiba usá-la.

Para ter mais controle

Imagem: Evan Wise/Unsplash

De novo, os melhores smartphones do mercado estão chegando forte, e existem muitos aplicativos para você brincar com configurações como ISO e balanço de branco no celular enquanto enquadra sua foto. No entanto, você ainda terá muito mais flexibilidade em uma câmera topo de linha, sem contar que dá para trocar de lentes.

Uma configuração que ainda não dá para mudar na maioria dos smartphones é a abertura da lente. Esse ajuste dita a quantidade de luz que entra pela lente e permite que você seja criativo com a profundidade de campo e outros efeitos. Embora os celulares estejam aprimorando as formas como simulam esses resultados, eles ainda estão atrás.

Velocidade do obturador, abertura e ISO trabalham juntos para controlar a quantidade de luz que chega até o sensor da câmera, e mesmo existindo opções em um smartphone, ainda existem mais opções e um leque maior de configurações para escolher em uma câmera dedicada – mais alternativas para ajudar cores, diminuir sombras e por aí vai. Você tem mais material para trabalhar.

E claro, existe também o benefício de ter botões e sliders físicos para trabalhar melhor com o ajuste de tudo isso, em vez de ter que acessar menus e desperdiçar segundos preciosos para tirar uma foto com o seu celular.

Imagem do topo: Mario Aguilar/Gizmodo