Um SoC é composto de várias partes que, juntas, permitem que sistemas completos rodem com boa velocidade e muitos recursos. Um dos componentes vitais de qualquer SoC é a GPU: um processador dedicado a gráficos que torna animações suaves e possibilita a execução de jogos de visual elaborado.

A Qualcomm tem uma GPU exclusiva para o Snapdragon, a Adreno. Ela está presente nos SoCs da empresa e é uma das mais poderosas do mercado: decodifica vídeos em alta definição (720p, 1080p, até UltraHD no novo Snapdragon 800), lida com gráficos 3D de ponta e, desde a Adreno 225, também conversa com o DirectX 9, da Microsoft, o que permitiu que o Snapdragon fosse usado em projetos com Windows Phone e Windows 8 — esse último, em tablets.

A palavra “Adreno” é um anagrama de Radeon, nome que a AMD usa para sua linha de GPUs desktop e para notebooks. A unidade, que se chamava Imageon quando estava sob as asas da AMD, foi comprada no final de 2009, rebatizada para Adreno e tornou-se exclusiva da Qualcomm. Foi uma jogada bem esperta: tida como uma das GPUs móveis mais rápidas do mundo, é um dos grandes diferenciais do Snapdragon.

As constantes evoluções da Adreno passam a mensagem: ninguém está dormindo no ponto. O Snapdragon 800 marcará a estreia de uma nova versão da GPU, a Adreno 330, trazendo ainda mais poder para smartphones e tablets. Não deve demorar muito para termos a mesma qualidade de video games de mesa guardada no bolso.