O governo chinês baniu todas as vendas online da Bíblia, segundo noticiou o New York Times nesta quinta-feira (5).

Os maiores varejistas online da China supostamente já encerraram todas as vendas do livro. Elas ainda são permitidas em livrarias da Igreja na China, e algumas análises e comentários da Bíblia ainda são vendidos em grandes sites de varejo, como Taobao e Amazon.

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Embora a censura online da China seja bem documentada, levando críticos a criarem a frase “O Grande Firewall da China”, o NYT liga a repressão a uma tensão de estado de longa data entre o governo e o Vaticano, que, historicamente, sempre se opôs ao comunismo.

A Bíblia é o único texto sagrado cujas vendas online são explicitamente banidas, enquanto outros textos religiosos ainda estão disponíveis. O NYT liga a decisão recente da proibição com “esforços para promover valores tradicionais” por parte do presidente Xi Jinping, além também da tentativa de regulamentar a influência tanto do cristianismo quanto do Ocidente. Limites de mandato foram abolidos na China, abrindo o caminho para que Xi Jinping permaneça no comando por tempo indefinido.

O governo da China tem ampla autoridade para regular varejistas e empresas no país. Em março, o Airbnb anunciou que iria, automaticamente e sem notificação, registrar as informações de todos os convidados junto à polícia china, em um banco de dados nacional. Grupos de direitos humanos também criticaram a decisão do governo de banir burcas, dizendo que isso visa injustamente a minoria religiosa muçulmana do país.

[New York Times]

Imagem do topo: Getty