O Google Fiber oferece conexões de um gigabit: é um carro de Fórmula 1 em comparação ao calhambeque que é sua internet em casa. Mas uma nova tecnologia da IBM permite criar conexões além de rápidas – mantendo a comparação, é como pilotar um caça.

Pesquisadores da IBM na Suíça criaram um protótipo de conversor analógico-digital (ADC) que melhora a transferência de dados entre a nuvem e data centers via canais de fibra óptica. O ADC permite conexões de até 400 gigabits por segundo, quatro vezes mais rápidas que na tecnologia atual.

Na verdade, isso é 400 vezes mais rápido que o Google Fiber, e cerca de 170.000 vezes mais rápido que a conexão média no Brasil. Você poderia baixar um filme em 4K UltraHD com duas horas de duração em apenas segundos.

No entanto, o chip ADC foi criado para fins mais nobres que fazer downloads gigantescos. Ele será usado no Square Kilometer Array, o futuro maior telescópio do mundo, que nos ajudará a explorar o espaço a centenas de milhões de anos-luz – e assim dar uma ideia melhor de como era o universo na época do Big Bang.

Este radiotelescópio enorme será um devorador de dados: espera-se que ele colete mais de um exabyte por dia quando for concluído em 2024. Ou seja, mais de 1 bilhão de gigabytes.

Acredite ou não, 400 Gb/s não é a conexão mais rápida que o mundo já viu. Para isso você terá que ir ao Reino Unido, onde pesquisadores recentemente desenvolveram uma internet de 1,4 Tb/s usando hardware disponível comercialmente. Mais velocidade nunca é demais. [IBM via ZDNet]

Imagem via IBM