"O Android e o Chrome [OS] provavelmente vão convergir com o tempo", diz o criador do Google Sergey Brin, lembrando aquela sensação enigmática que tivemos em julho com um relutante Eric Schmidt. Hoje, isso confunde tanto quanto quatro meses atrás.

Perguntaram ao Google como se desenrolaria este cenário em câmera lenta e estranhamente planejado, e eles deram uma resposta confusa. Quanto à fusão dos dois sistemas, o Google disse:

N]ós estamos chegando a uma situação de tendências convergentes onde computadores se comportam mais como dispositivos móveis, e celulares se comportam mais como pequenos computadores. Ter dois sistemas operacionais do Google com código aberto garante mais escolhas tanto aos usuários como aos fabricantes de dispositivos, e ajuda a contribuir com uma quantidade enorme de código novo para a comunidade open-source.

Pronto, perfeito: reconhecer que a vontade da empresa é verdadeira, mas negar quaisquer planos específicos. Mas e quando a CNET pergunta direto ao Eric Schmidt? Olha só:

O futuro se desdobra à sua maneira.

Arrá! Quando eles falam sobre o Android e o Chrome se unindo, eles não estão falando do um roadmap, um planejamento de longo prazo: eles estão falando truísmos óbvios e de muito longo prazo — como eles vêm fazendo demais, ultimamente. Dois sistemas operacionais baseados em Linux de uma só empresa com certeza vão desenvolver coisas parecidas; uma hora, nosso uso de computadores estará completamente centrado na web; em uma década, nossos notebooks e celulares provavelmente serão apenas um só dispositivo; o futuro será foda et cetera.

Este futurismo zen é bem simpático, mas o Chrome OS e o Android não são entidades incontroláveis: não precisa achar ou dizer que eles têm algum grau de autonomia, principalmente se você é a empresa que o faz. Eles precisam ser planejados. [CNET via Download Squad via Engadget]