O novo Lumia 920 tem um punhado de novidades bacanas, algumas bem “do futuro”, como o carregamento por indução (sem fios). A coisa é tão simples quanto aparenta: largue o smartphone em uma base compatível com o padrão e veja o indicador do nível de bateria crescer. Fio? Nada de fio. A gente detesta fio. Quanto menos, melhor. Mas como essa mágica funciona?

Embora pareça (e é!) simples para nós, as bases que fazem esse mecanismo funcionar são um pouco mais complexas. A tecnologia se baseia nos princípios da Transmissão de Energia Indutiva, que são representados por esse diagrama:

Diagrama.

Não se culpe se o diagrama não fez a menor diferença para o seu entendimento. Por sorte, a Nokia o “traduziu”:

“Uma bobina transmissora é posicionada na base (L1), a bobina receptora (L2) fica situada no topo e essas bobinas são incorporadas em diferentes dispositivos elétricos. A L1 seria a Base de Carregamento sem Fio da Nokia e a L2, o Lumia 920, por exemplo.

Uma corrente alternada na bobina transmissora gera um campo magnético, que inclui uma voltagem na bobina receptora. Essa voltagem é, então, usada para carregar o dispositivo.”

O mais bacana é que a Nokia adotou um padrão já estabelecido, o Qi (pronuncia-se “chi”) da Wireless Power Consortium, então já existem vários acessórios compatíveis e outros tantos virão — o da imagem que abre o post, por exemplo, é um travesseiro de recarga feito para os novos Lumia pela Fatboy. É bem provável, ainda, que locais públicos, como restaurantes e aeroportos, adotem no futuro bases do tipo para serem usadas pelos clientes. A Nokia inclusive já firmou parceria com uma rede de cafeterias (Coffee Bean & Tea Leaf) e uma companhia aérea (Virgin Atlantic) para fazer exatamente isso. E vale lembrar que o Lumia 820, desde que use uma capinha compatível, também é compatível com o carregamento wireless. [Wireless Power ConsortiumNokia Conversations. Foto: nokia_fan/Flickr]