Estive uma semana conhecendo a Gawker Media, a nossa nave-mãe, em Nova York. Estive com o Brian Lam, que é o Pedro Burgos do Gizmodo americano. Com o Ray Wert, uma figuraça, o Leo Nishihata do Jalopnik de lá – não tão figura quanto o nosso Leo, claro. Conheci também o Adam Pash, do Lifehacker, e o Brian Crecente, do Kotaku. (Será que a nossa turma por aqui, o topo da cadeia geek brasileira, gostaria que trouxéssemos também o Kotaku e o Lifehacker para o Brasil? Se tivermos algumas centenas de comentários neste post dizendo "sim, eu quero!", talvez eu consiga convencer um anunciante ou dois a nos ajudar a lançar por aqui o melhor site de games e o melhor site de softwares, ferramentas e soluções do mundo.)

E ainda tive a chance, graças a Gaby Darbyshire, nossa anfitriã, de encontrar o legendário Nick Denton, publisher da Gawker – o jornalista inglês que é uma espécie de Morrissey, de enfant terrible do mundo digital anglo-saxão. Pelas conversas, o pessoal de lá tem gostado do que tem visto no Gizmodo e Jalopnik brasileiros. Brian, aliás, quer mais histórias saindo daqui parando lá no Giz US e o Ray quer posts sobre Kombis, obsessão do cara. Pessoas ótimas, conversas excelentes. Essa parte da viagem foi ótima. Mas tinha uma outra missão lá: ir à grande Apple Store da Quinta Avenida e comprar um iPad para o Pedro. 

A Apple Store tem a cara e o jeito da empresa. Aberta em 2004, é uma das 287 lojas da Apple mundo afora, em 10 países – outras 25 serão abertas nos próximos meses. É uma das 222 que ficam nos Estados Unidos. E uma das quatro que ficam em Nova York. Por fora, causa grande impacto visual a partir de poucos elementos. A grande caixa de vidro com a maçã dentro fica na Quinta Avenida, defronte o Central Park, um dos pontos mais charmosos da Big Apple (sem trocadilho!). Por dentro, tudo é enxuto, conciso, preciso e prático. Você manuseia os produtos livremente. Para caras como eu, é possível agendar uma assistência particular, para entender o básico. Para caras como você, é possível agendar uma consulta com membros residentes do Genius Bar – para conversas de geeks com geeks ainda mais geeks. E tem um monte de Workshops rolando a todo momento. Só o que não está rolando, infelizmente, é a pronta entrega do iPad.

Um funcionário me diz que há uns dois meses pararam de entregar na hora os iPads que vendiam. Agora, funciona assim: você encomenda, espera por um e-mail que costuma demorar umas três semanas e só então volta na loja para buscar o seu iPad. Por quê? Porque muita gente estava vindo comprar sete, oito peças para revender em seus países. Então hoje só é possível encomendar dois iPads por pessoa. Perguntei se muitos brasileiros saíam daqui com as burras cheias de iPads – cujos preços partem de 499 dólares lá – e o sujeito abriu um sorriso. De todo modo, é curioso constatar mais uma vez a tremenda força de marketing de Steve Jobs – que investe bem pouco em propaganda, em PR, nas ferramentas tradicionais de comunicação. Trata-se do terceiro ou quarto lançamento da Apple, em sequência, com enorme fila de espera de compradores.Mas continuamos atrás de um iPad – e de novas possibilidades.