Andy Rubin, o cara que criou o Android antes de deixar o Google em 2014 para tocar outros negócios, jura de pé junto que o seu próximo smartphone é real e tem publicado algumas fotos da fabricação do aparelho.

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• Vender smartphones horrorosos de US$ 50 mil parece ser um péssimo modelo de negócios

Estamos em produção máxima em larga escala, intensificando para entregar o seu Essential Phone. Descubra onde comprar o seu na próxima semana!

O Essential Phone é um dispositivo de US$ 699 que Rubin enxerga como algo que “trará uma verdadeira paixão e a forma do artesanato de volta para o mercado [de smartphones]”. O lançamento deveria ter acontecido em junho, mas depois de alguns atrasos, o telefone começou a parecer uma farsa – isto é, até que Rubin ressurgiu no Twitter que uma nova data oficial de lançamento deve ser anunciada na semana que vem.

Rubin pode ser chamado de um dos pais do smartphone moderno, mas é fácil ficar um pouco cético a respeito do Essential Phone. O dispositivo deve ter especificações como tela de 5,7 polegadas sem bordas e com uma curva na seção da câmera frontal, um sistema de acessórios modulares que se conectam magneticamente na traseira e um corpo bonito de titânio e cerâmica que a companhia diz ser tão forte que não é nem preciso fabricar uma capinha para ele.

Imagem: Essential

No entanto, agora que a Amazon e a gigante chinesa Tensent investiram US$ 300 milhões na Essential, não há muitas razões para se preocupar tanto. No lançamento, o Essential Phone deve ser um aparelho exclusivo da operadora americana Sprint, mas aparentemente ainda será possível comprar versões desbloqueadas em varejistas como Best Buy e Amazon, com compatibilidade com outras operadoras.

É difícil imaginar que alguém, mesmo uma pessoa tão influente quanto Rubin, realmente pode conseguir virar o mercado de smartphones de ponta cabeça em 2017, então precisamos dar algum crédito para o cara, por pelo menos tentar.

Imagem: Essential

O aparelho provavelmente será vendido apenas nos Estados Unidos e, por se tratar de um modelo caro e fabricado por uma empresa ainda pequena, os planos de expansão para países como o Brasil sequer devem estar no radar para o planejamento a curto prazo da companhia.

Imagem do topo: Twitter/Andy Rubin