O Comic Sans foi de escolha geral de fonte das antigas páginas do Angelfire à fonte que todo mundo acha que é uma droga. Mas para seu criador, Vincent Connare, é “a melhor coisa que eu já fiz”.

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Connare criou a infinitamente ridicularizada fonte enquanto trabalhava como engenheiro na Microsoft. Mas a história do Comic Sans na verdade começa quando ele era um estudante de belas artes na cidade de Nova York. O jovem estudante passava seus dias andando pelas galerias de arte do antigo SoHo e absorvendo o que lhe era mais afetivo. Ele diz que rapidamente aprendeu que “se não notava, eu considerava ruim. Se você notava, era bom, porque pelo menos fazia você parar e olhar”.

Após seu período de incubação rebelde, Connare se viu trabalhando para Bill Gates e com a tarefa de fazer uma fonte divertida para um novo programa chamado “Microsoft Bob”. Inspirado pelas letras dos quadrinhos de Batman e Watchmen, ele criou o que seria posteriormente conhecido como Comic Sans. E seus chefes não gostaram. Essa é uma das raras histórias em que os cabeças fechadas de terno tinham alguma razão. Mas o jovem designer estava perseverante e lutou pela criação — argumentando que ela precisava ser esquisita e se destacar.

A Microsoft acabou não usando a fonte no Bob. É até irônico que o Bob tenha fracassado na tentativa de fazer o Windows um pouco mais fácil de se usar, como um Mac, e que o Comic Sans tenha acabado dentro do pacote de todo Mac novo em 1996.

Você pode ouvir toda a história de Connare, contada pelo próprio, no vídeo abaixo, em inglês. Ele parece um cara legal, e você pode ganhar uma nova apreciação pela ridícula e muitas vezes inapropriada fonte.

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Imagem do topo: Great Big Story