Às vezes, drones podem ser divertidos ou até salvar vidas. Às vezes, quando viram artefatos de segurança, eles podem se tornar mais temerosos. É o caso do Skunk, criado pela empresa sul-africana Desert Wolf para controlar protestos e manifestações.

O site defenceWeb explica como funciona:

Luzes estroboscópicas brilhantes e alto-falantes embutidos permitem aos operadores se comunicar com a multidão e emitir avisos. Se as coisas ficarem fora de controle, o Skunk pode usar suas quatro armas de paintball para dispersar ou marcar as pessoas no meio da multidão.

O drone pode levar até 4.000 projéteis e disparar 80 deles em um único segundo. Ele pode transportar projéteis de tinta, balas com spray de pimenta ou até mesmo bolas de plástico sólido – todos não-letais. O Skunk consegue transportar até 40 kg, mas contando aí os 15 kg da arma de paintball.

MAIS: O mundo dos drones “civis” que começam a conquistar o céu brasileiro

Ele ainda possui uma câmera térmica FLIR para operações de visão noturna, mais duas câmeras de alta definição para o dia. E, curiosamente, há uma câmera e microfone gravando a pessoa que controla o drone: a Desert Wolf diz que, com isso, o usuário tende a ser menos agressivo.

Ainda assim, o Skunk assusta um pouco. Ele foi adquirido por empresas de mineração para controlar violência em greves, enquanto a África do Sul passa por sua greve de mineradores mais longa da história. O país é conhecido por repressão violenta dessas paralisações, como o massacre de Marikana em 2012; e na greve atual, pelo menos quatro mineiros foram mortos.

Já vimos um conceito funcional de drone que pode identificar você como intruso e atirar dardos farpados de taser, aplicando um choque de 80.000 volts. O Skunk não faz isso mas já é um produto real, e será entregue a partir deste mês pelo equivalente a R$ 100.000 cada (incluindo a base de controle). Resta ver como esses drones serão usados para manter a segurança – ou apenas para repressão. [defenceWeb via Engadget]