Pesquisas sobre Inteligência Artificial fascinam e são sempre carregadas de preocupações sobre seus incalculáveis riscos e benefícios. Nunca se sabe as reais intenções e quem está por trás do desenvolvimento dessa tecnologia, que começou a ganhar corpo logo após a Segunda Guerra Mundial. Para estudiosos, uma máquina não-biológica inteligente é impossível. Entre os que admitem sua viabilidade, há os que dizem ser um fato anti-humano e imoral. Mas Will Caster já conseguiu.

Um sujeito simples que adora sua esposa e faz as palavras cruzadas no jornal toda manhã, Caster dedica sua vida a um projeto revolucionário, que busca criar um computador consciente chamado PINN (ou Rede Neural Fisicamente Independente), capaz de combinar a inteligência coletiva de tudo o que foi produzido na História com todas as possibilidades de emoções humanas.

Tudo parece caminhar bem até Caster ser vítima de um atentado orquestrado por extremistas pertencentes ao movimento R.I.F.T. – Revolução Independente pelo Fim da Tecnologia, uma organização que prega a evolução sem tecnologia. Eles não medem esforços para alcançar seus objetivos, nem que tenham que matar para deter a crescente dependência por máquinas cada vez mais autossuficientes.

A tentativa de impor limites a um mundo mais eficiente e autossustentável usando tecnologia falha, e abre espaço para a realização daquilo que eles mesmos mais temiam. A esposa de Will, Evelyn Caster, que é cientista de computação e também trabalha no projeto, não permitirá que a morte leve o amor de sua vida. Ela convence seu melhor amigo, o neurobiólogo Max Waters, a ajudá-la a “salvar” seu marido da única maneira possível: carregando Will no PINN, dando a ele, assim, a chamada transcendência.

Mas Caster não é apenas um mero cientista, ele é mais um personagem vivido pelo aclamado ator Johnny Depp. E o estudo de Inteligência Artificial não é um simples apego à ciência, é Transcendence – A Revolução, novo filme que acabou de chegar aos cinemas do Brasil. Também fazem parte do elenco Paul Bettany, Rebecca Hall e Morgan Freeman e o longa marca a estreia de Wally Pfister (A Origem) como diretor.