Eduardo Saverin, co-fundador do Facebook, está ansioso pelo IPO da empresa, previsto para acontecer no fim do ano. Seus 4% da rede social deverão lhe render cerca de US$ 3,84 bilhões. É uma grana alta. Para fugir do leão norte-americano, Saverin desistiu da cidadania americana. Terá sido essa uma jogada de contador de mestre ou um golpe baixo contra o fisco dos EUA?

Saverin tem dupla cidadania, ou tinha. Ele nasceu no Brasil em 1982 e, aos 16, obteve a cidadania norte-americana também. Atualmente vive em Cingapura, onde dirige um Bentley, dá grandes festas para os chegados e é sempre visto com super modelos. Um bon vivant, aparentemente. Nos negócios, investe em algumas startups fora dos EUA, principalmente na Ásia e América do Sul. Para todos os efeitos, ele parece ser um “cidadão do mundo”.

A legislação fiscal dos EUA é uma das poucas do mundo que cobra dos cidadãos que moram em outros países e, para fugir dessa mordida, Saverin apareceu na última lista dos que renunciaram à cidadania americana do Registro Federal (e por ali descobrimos que o nome do meio dele é “Luiz”, veja você). Há alguns meses do IPO do Facebook, ele pagará menos impostos dessa forma — menos, mas ainda pagará alguma coisa para botar as mãos na bolada a que tem direito. No fim das contas, nós brasileiros reclamamos de impostos mesmo fora do Brasil.

Ele será (ainda) mais rico, mas terá que comer muito feijão com arroz, ou ajudar a criar alguns Facebooks para chegar ao brasileiro mais bem posicionado no ranking dos mais ricos da Forbes. A fortuna de Eike Batista é dez vezes maior do que o que Saverin levantará com o IPO do Facebook.  [Bloomberg via Forbes, TechCrunch]