A Tokyo Electric Power divulgou imagens do interior do reator 3 da usina nuclear Fukushima Daiichi, assim como um vídeo da equipe de emergência trabalhando freneticamente dentro da usina. Hoje o Wall Street Journal também revelou que tudo isto poderia ter sido evitado: autoridades japonesas sabiam que os reatores poderiam ter problemas de resfriamento.

Dos 50 funcionários trabalhando no reator 3, dois tiveram que ser hospitalizados hoje por se exporem a altos níveis de radiação depois de sofrerem ferimentos nas pernas.

As imagens, que parecem ter sido tiradas com um celular, mostram a destruição dentro do edifício do reator, à medida que os trabalhadores tentam restabelecer a energia elétrica. Nesse momento, os cabos de energia estavam conectados aos reatores, mas a empresa está tendo problemas em reativar os sistemas necessários para controlar a situação.

A Agência Internacional de Energia Atômica diz que estas notícias são bastante preocupantes, e que a situação na usina nuclear ainda é bastante crítica. Como revela o Wall Street Journal, as autoridades japonesas já sabiam que o sistema de resfriamento das usinas antigas no país era problemático, mas decidiram não agir: reformar usinas antigas foi considerado caro e complicado demais para um risco tido como pequeno. Só que, mesmo que eles decidissem instalar os condensadores de isolamento (sistema mais adequado para resfriar os reatores), as obras ainda não estariam concluídas antes do terremoto. [Business Insider e WSJ; valeu, CAVR!]

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