Como informa o Estadão, na primeira fase serão distribuídos 8.000 tablets para as escolas. Os Galaxy Tabs 10.1 serão usados apenas pelos professores, “para atividades como chamadas de presença, acompanhamento de aulas e coordenação dos exercícios online”.

Felizmente, ao contrário da licitação desastrosa onde o aluguel de tablets (cancelado pelo prefeito) custaria R$14.000 por unidade, aqui o custo ficou relativamente baixo: a compra saiu a R$1.100 por unidade, já incluindo dois anos de manutenção. A Prefeitura também comprou projetores – dois por escola – e planeja levar laptops para todas as escolas.

Quanto ao Wi-Fi, ele deve chegar primeiro aos 45 CEUs (Centros de Educação Unificada) da cidade, em março. Nos CEUs, a internet poderá ser usada livremente pela comunidade. Até abril, de acordo com o cronograma, 250 escolas de ensino fundamental já devem ter Wi-Fi; até o meio do ano, ele chega a todas as escolas do município. A rede sem fio custou R$39,5 milhões ao governo.

O investimento é interessante, mas há dois pontos a se observar. Primeiro, será mesmo que os professores precisam de um Galaxy Tab 10.1 para fazer chamada? Difícil acreditar que não houvesse uma opção mais barata – R$1.100 ainda é muito. Segundo ponto: o secretário de Educação, Alexandre Schneider, é possível pré-candidato do PSD à prefeitura de São Paulo – mesmo partido do atual prefeito, Gilberto Kassab – então tudo isto pode ser um projeto eleitoreiro, o que Schneider nega. [Estadão]

Foto em escola na Coreia do Sul com apoio da Samsung