Diferente da Blue Marble da NASA — que é uma composição feita a partir de diferentes fotografias —, este é um retrato da Terra em uma única foto. É a imagem de maior resolução da nossa casa, com 121 megapixels. Isso dá quase 1 km por pixel.

A foto não foi tirada pela NASA ou ESA. Ela foi feita pelo último satélite meteorológico da Rússia, o Elektro-L.

O Elektro-L está girando em torno da Terra em uma órbita geoestacionária a 36 mil quilômetros acima do equador, enviando fotografias do planeta inteiro a cada 30 minutos usando uma conexão com o controle terrestre que varia de 2,56 a 16,36 Mb/s. As imagens (e o vídeo do hemisfério norte, abaixo) combinam quatro ondas de luz, três visíveis e uma infravermelha. O laranja que você está vendo ali é a vegetação.

De acordo com Robert Simmon, cientista do Earth Observatory e Goddard Space Flight Center, ambos da NASA, as imagens russas não são nem melhores, nem piores que as da NASA. Elas são apenas visualizações diferentes da realidade baseada em conjuntos de dados diferentes:

“O Elektro-L é um satélite russo similar ao GOES (satélites que provêm aquelas imagens de nuvens em loop que aparecem na previsão do tempo dos telejornais). As imagens publicadas no Gizmodo são uma combinação de ondas de luz visíveis e quase infravermelhas, então elas mostram a Terra de uma forma que não é possível ser apreciada pela visão humana (a vegetação aparece em vermelho, por exemplo). Elas não são nem melhores, nem piores que as da NASA, apenas mostram coisas diferentes.”

O Elektro-L é similar aos satélites GOES. “É um satélite meteorológico que orbita acima do equador a ~54º a leste”, diz Robert. “Os EUA têm dois satélites geoestacionários similares operando nas costas leste e oeste, a EUMETSAT tem um sobre a Europa e outro sobre o Oceano Índico, o Japão tem um a oeste do Pacífico.” A diferença entre eles é que o Elektro-L usa três painéis de luz-vermelha refletida e dois que chegam próximos ao infravermelho — o GOES da NASA não tem o quase-infravermelho.

Dennis Chesters, cientista do Projeto GOES em Goddard, explica que o processo russo é mais detalhado:

“Os três painéis que refletem a luz solar podem simular a coloração convencional vermelho-verde-azul de uma foto. O canal próximo ao infravermelho é um indicador de vegetação, já que as plantas as refletem bem como o verde. Você pode ler mais sobre as características básicas do sistema de imagens de dez canais do Elektro-L, o Multichannel Scanning Unit (MSU), aqui.”

Você pode baixar a imagem da Terra aqui (aviso: é BEM grande, tem 105 MB). [Planet Earth. Valeu, Karl!]