Uma equipe de pesquisa da Universidade de Southampton (Inglaterra) imprimiu um avião que voa. Não um avião de papel: eles fizeram a aeronave não-tripulada SULSA usando uma impressora 3D. Apesar de ter apenas uma fração do tamanho de um avião comum – ele tem uma envergadura (distância entre as pontas das asas) de apenas 2m – mas designs futuros de avião podem aprender com esta técnica.

A equipe usou uma máquina a laser de sinterização, um método para criar objetos através de pó, aquecendo-o sem derreter. Esta máquina fabrica, camada a camada, objetos de metal ou plástico. E por causa deste método de fabricação, eles conseguiram fazer mudanças no design com um gasto mínimo de tempo e dinheiro.

A sinterização a laser permite ao designer criar formas e estruturas que normalmente envolveriam técnicas tradicionais e caras de fabricação. Esta tecnologia permite que uma aeronave altamente personalizada seja desenvolvida, do conceito até o primeiro voo, em dias. Usando materias e técnicas de fabricação convencionais… isto normalmente levaria meses. Além disso, como não são necessárias máquinas-ferramentas para a fabricação, mudanças radicais na forma ou escala da aeronave podem ser feitas sem custo adicional.

Uma vez terminado, o avião conseguiu voar a até 160km/h e, com um módulo de piloto automático, ele até voou sozinho. A asa do avião foi modelada baseando-se no lendário avião Spitfire – um caça britânico usado na Segunda Guerra Mundial – cujas asas elípticas eram consideradas difíceis e caras demais de se fazer usando técnicas comuns. Mas, usando o método de sinterização a laser, ficou bem mais fácil. Seria incrível ver esta nova forma de criar aviões levando a avanços em aviões maiores, onde nós possamos voar. [Eurekalert via PopSci]

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Vídeo via New Scientist