A Valve está soltando informações sobre a sua tentativa de invadir a sala de estar aos poucos. Em primeiro lugar tivemos o anúncio, depois as especificações técnicas, e agora os primeiros protótipos estão sendo mostrados.

Sites como o Engadget, o The Verge e o Seattle Times já brincaram um pouco com a Steam Box, e ela é uma caixa extremamente minimalista, mas bem grande. Claro, não significa que o hardware final será assim. Mas este é um dos 300 protótipos que serão enviados pela Valve para beta testers. E, quando as Steam Box forem colocadas à venda, não podemos dizer que elas serão assim já que elas virão em diferentes configurações diferentes de hardware. Esperamos ver anúncios durante a CES, em janeiro de 2014.

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Foto via Engadget

Em relação ao uso da máquina, o Engadget disse que o SteamOS é bem parecido com o modo “Big Picture Mode” já presente no Steam, e a interface troca pequenas listas de textos e botões por uma interface em blocos grandes mais adequada para grandes distâncias – entre o sofá e a TV – e é mais indicado para uso com controle. Já imaginávamos que seria assim – faz bastante sentido que seja.

O The Verge destacou as decisões de design industrial da caixa do Steam Box. O que temos nela é, basicamente, um PC potente com uma roupa que se encaixa melhor na sua sala de estar. Ele tem uma CPU padrão de computadores e a placa gráfica enorme Nvidia GeForce GTX Titan, e ainda assim consegue ser silenciosa e não esquenta demais:

“O segredo é simples; a Valve desenvolveu o case para as partes conseguirem respirar individualmente. A CPU libera o ar do topo, a fonte pelos lados, e a placa gráfica da traseira, e nenhuma delas compartilha nenhum espaço dentro do case.”

O controle foi bastante discutido – ele simplesmente vai contra o padrão de controles de consoles. Direcionais analógicos, botões posicionados no lado direito? Esqueça. É uma mudança drástica de design, é verdade, mas o foco é dar a mesma precisão conseguida com teclado e mouse em um controle. Será que o resultado final agradou? O Seattle Times destacou a curva de aprendizado para quem muda de um controle padrão de Xbox 360 ou PlayStation 3 para o novo design da Valve:

“O controle oferece toda a flexibilidade necessária para funcionar com jogos novos e antigos, mas há uma curva de aprendizado para quem está acostumado com controles de Xbox.”

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Foto via The Verge

O The Verge também sentiu que é necessário reaprender um pouco com ele:

“Testei Portal 2, Trine 2 e Metro: Last Light usando o controle, e preciso admitir que os controles não eram imediatamente intuitivos. Pressionar os botões na traseira do controle para pular, por exemplo, não me pareceu muito natural após décadas usando meus dedões. Também foi bem desorientador ver meu personagem se mexer assim que movia bem pouco o meu dedão esquerdo, já que me acostumei a mantê-los parados com o stick analógico e os botões WASD de um teclado. E achei um pouco estranho sentir meus polegares pulsarem com o feedback tátil conforme eles se moviam.”

Mas é tudo questão de costume – provavelmente algumas horas de jogo e você está pronto para jogar qualquer coisa. Gamers já enfrentaram algumas mudanças até radicais no design dos controles nos últimos anos – a inclusão do controle por movimento no Wii que se expandiu ao Kinect do Xbox 360 e ao PlayStation Move, a touchscreen do Nintendo DS e depois em smartphones em tablets. Nada disso substituiu o controle padrão com direcionais analógicos, gatilhos no topo e os quatro botões de ação no canto direito, mas nos acostumamos a essas diferentes formas de jogar videogame. Também podemos aceitar muito bem as mudanças propostas pelo Steam Box, por que não?

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Foto via The Verge

A grande questão restante é em relação ao preço e disponibilidade, mas talvez estejamos apenas a alguns meses de descobrir isso – a CES é em janeiro e provavelmente veremos muito mais sobre essas máquinas por lá. [Engadget, Seattle Times, The Verge. Foto de topo via The Verge]