Barras de progresso — "download 17% concluído", você sabe — não são sempre precisas, mas pelo menos elas estão presentes, nos dando esperança, curando nossa angústia, e principalmente desviando nossa atenção do simples fato de que alguma coisa ainda não está pronta. Logo, as barras de progresso vão invadir o mundo real.

Nós já esticamos o pescoço para ver os semáforos suspensos mudarem de sinal, o que já nos serve de distração, então o conceito de semáforo Eko — cuja ideia é mostrar aos motoristas se vale a pena desligar o motor do carro para economizar combustível — não vai mudar muita coisa. Mas seria um precedente, um padrão e um modelo para todo o resto: eu quero barras de progresso na minha torradeira, na entrega de pizza, na cafeteira, na secadora de roupa. Aliás, não quero: preciso.

E se você pensar bem, nosso desejo inato de ver a barra se movendo para a frente (ou em círculo, no caso) vai além de computadores, é mais profundo do que supomos. Afinal, o que é uma fila senão uma barra de progresso feita de gente? E uma fatia de pão de forma? Uma criança crescendo? E, ah meu Deus, relógios. É coisa demais para uma segunda-feira. [Yanko via Ubergizmo]