Nós já vimos como são as estrelas mais antigas da nossa galáxia, mas qual é a mais antiga delas? De acordo com astrônomos na Austrália, é a SMSS J031300.36-670839.3 – ela se formou há 13,6 bilhões de anos, pouco depois do Big Bang.

Os astrônomos encontraram a estrela na Via Láctea, a 6.000 anos-luz da Terra – em termos astronômicos, isso não é muito longe. Ela é 400 milhões de anos mais velha que a HE 1523-0901, até então a mais antiga da nossa galáxia.

No entanto, ela não é a estrela mais antiga que conhecemos: essa honra vai para a Matusalém, ou HD 140283. Cientistas calculam que ela possua 14,5 bilhões de anos, com margem de erro de 0,8 bilhão para mais ou para menos.

A idade da estrela foi calculada analisando sua composição: quanto menos ferro, mais velha é a estrela. Mas como os astrônomos descobrem isso? Analisando o espectro da luz que ela emite.

O PhysOrg dá mais detalhes:

Para encontrar as primeiras gerações de estrelas, cientistas procuram quantidades infinitamente pequenas dos primeiros elementos pesados ​​que se formaram no universo – como o ferro. Eles acreditam que, se a quantidade for muito baixa, a estrela se formou na mais antiga época do universo, há mais de 13 bilhões de anos, quando alguns elementos ainda não tinham se formado…

Cada elemento químico emite um comprimento de onda de luz; quanto mais fraco o comprimento de onda, menor a presença do elemento químico. No caso da SMSS J031300.36-670.839.3, os pesquisadores calcularam que seu conteúdo de ferro é pelo menos 10 milhões de vezes menor que no Sol, que possui a menor quantidade de ferro já detectada em uma estrela. Eles concluíram, então, que esta deve ser uma verdadeira estrela de segunda geração.

Stefan Keller, da Australian National University Research School, acredita que ela se formou a partir dos restos de uma estrela enorme e ainda mais antiga: “ela incorpora, de forma inequívoca, material da primeira geração de estrelas”, diz ele ao Wall Street Journal.

A SMSS J031300.36-670839.3 foi encontrada em 2 de janeiro através do telescópio SkyMapper, mas era uma entre 60 milhões – foi como achar uma agulha no palheiro. A descoberta foi publicada em um artigo da revista Nature. [PhysOrg, Wall Street Journal, Reuters]

Imagem por Stefan Keller/ANU