Jim Balsillie, um dos ex-CEOs da Research in Motion, tinha preparado um plano radical que prometia ressuscitar a empresa em apuros. Mas parece que a ideia – oferecer a rede da BlackBerry para grandes operadoras e dispositivos ao redor do mundo – foi vista como drástica demais, e gerou conflito o bastante para Balsillie cortar relações com a empresa.

De acordo com a Reuters:

Balsillie esperava permitir que grandes operadoras na América do Norte e Europa fornecessem serviços para dispositivos não-BlackBerry usando a rede proprietária da RIM… [isso] teria permitido às operadoras usar a rede da RIM para oferecer planos de dados acessíveis, limitados a redes sociais e mensagem instantânea, para convencer consumidores de planos baratos a mudar de celulares simples para smartphones.

Isto iria aliviar a pressão nos dispositivos da RIM, nos quais os consumidores estão perdendo o interesse, e disponibilizaria a rede da RIM para aparelhos com Android ou iOS, por exemplo. Ou seja, até o BBM (Blackberry Messenger) estaria disponível em dispositivos fora do BlackBerry – por isso ouvimos rumores sobre o assunto no passado.

O ex-CEO, que estava na empresa desde que ela começou em 1985, estava fazendo todo o trabalho para realizar sua estratégia: conversou com altos executivos das operadoras Verizon e AT&T nos EUA, além de outras na Europa e Canadá. A estratégia se encaixaria nas recomendações que analistas vêm dando à empresa: vender a parte de hardware, e focar em software e serviços.

Mas agora a pressão está no lançamento do BlackBerry 10. Em vez de entrar na estratégia de Balsillie, os executivos preferiram apostar tudo na próxima geração de dispositivos da empresa.

Mike Lazaridis, o outro ex-CEO conhecido por dizer estas frases absurdas, e o novo CEO Thorsten Heins vetaram o plano de Balsillie. Foi o bastante para ele largar a RIM, mas – assim esperamos – não o bastante para ser o fim da empresa. [Reuters]