Quando se trata de belas imagens espaciais, as supernovas ganham todo o crédito. Afinal, quem não ama uma boa morte estelar? Mas novas imagens do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), no Chile, revelam um nascimento deslumbrante de uma estrela que promete oferecer competição às supernovas. O processo se assemelha a fogos de artifício explodindo no céu.

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De acordo com o European Southern Observatory (ESO), uma equipe de astrônomos, liderada por John Bally, da Universidade do Colorado, se deparou com esta fantástica exibição enquanto observava uma região de formação de estrelas conhecida como Orion Molecular Cloud 1 (OMC-1). Ela faz parte do mesmo complexo que a Orion Nebula, aproximadamente a 1.350 anos-luz da Terra.

Dentro da nuvem, a equipe encontrou essa incrível bagunça de detritos de uma colisão entre duas estrelas “bebês”. Essas jovens são apropriadamente chamadas de protoestrelas, já que seus núcleos ainda não estão quentes para passarem pela nucleossíntese, processo pelo qual estrelas formam elementos mais pesados e liberam energia. Cerca de 500 anos atrás, a gravidade atraiu as duas protoestrelas até que elas se batessem, embora os pesquisadores não tenham certeza do quão direto o impacto foi. Independentemente disso, a colisão foi tão poderosa, gerando tanta energia quanto o nosso Sol gera em dez milhões de anos, que enviou outras protoestrelas, gás e poeira para longe no espaço, a 150 quilômetros por segundo. As descobertas da equipe foram publicadas em 10 de janeiro no Astrophysical Journal.

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Imagem: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), J. Bally/H. Drass et al.

Infelizmente, essas exibições fantásticas são efêmeras, visíveis por alguns séculos e então desaparecem. Durante o tempo em que estiveram por aí, no entanto, seus sinais de gás podem ajudar cientistas a entender melhor como essas explosões estelares ocorrem e como elas moldam o espaço a seu redor. “Orion pode ser o protótipo para uma nova classe de explosões estelares responsáveis por transientes infravermelhos luminosos e galáxias próximas”, escreveram os pesquisadores.

Imagem do topo: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), J. Bally/H. Drass et al.