Se você não gosta do Facebook e torce para ele acabar, má notícia: ele está mais forte do que nunca. Ele chegou a 1,19 bilhão de usuários ativos durante o mês de setembro. A cada dia, em média, 728 milhões de pessoas usam a rede social. E o lucro nunca foi tão alto.

Também é notável que o Facebook, antes quase inutilizável no celular, agora é mais acessado via dispositivos móveis. São 874 milhões de pessoas por mês acessando-o por celular, e 507 milhões por dia, em média.

Como você pode ver no gráfico abaixo, cortesia do The Next Web, o crescimento da base de usuários é quase linear. Normalmente, redes sociais crescem de forma exponencial até pararem, mas o Facebook continua a se expandir em todos esses anos – e faz de tudo para não parar.

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Afinal, o dinheiro vem dos usuários. No último trimestre, o Facebook teve lucro líquido de US$ 425 milhões. Como eles ganham tanto dinheiro? Basicamente, com duas atividades: propaganda e pagamentos.

A receita de propaganda aumentou em 66% se comparado há um ano. Foi US$ 1,8 bilhão, e metade disso veio de anúncios que o Facebook coloca no celular. (A empresa está testando recursos para tornar os anúncios ainda mais precisos, como rastrear o cursor do seu mouse.) Além disso, temos mais US$ 218 milhões de pagamentos, vindos de pessoas desesperadas que gastam dinheiro com Candy Crush e semelhantes.

Mas o Facebook tem alguns desafios pela frente. O principal deles: a base de usuários nos EUA, Canadá e Europa está parando de crescer – e são eles que mais rendem dinheiro à rede social. O que fazer? Apostar forte na expansão em países subdesenvolvidos: por exemplo, com a iniciativa Internet.org. Junto a outras empresas de tecnologia, o Facebook quer universalizar o acesso à Internet.

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O problema, como nota o Washington Post, é que as pessoas nesses países gastam menos dinheiro, e por isso interessam menos aos anunciantes. O Facebook precisa compensar isso conquistando ainda mais usuários nesses locais, incluindo o Brasil.

O Facebook não diz quantos de seus usuários são brasileiros, nem quanto dinheiro rendemos a eles. A empresa nos agrupa na categoria “restante do mundo”, que inclui a América Latina, Oceania, Oriente Médio e África. O usuário médio desses locais rendeu US$ 0,67 ao Facebook no último trimestre; nos EUA e Canadá, a média é de US$ 4,85.

Outro desafio é que o número diário de jovens adolescentes no Facebook caiu 2%; o engajamento deles também diminuiu. Mas para amenizar a notícia, o executivo David Ebersman soltou essa frase: “nós continuamos quase que totalmente penetrados entre adolescentes nos EUA”. OK. Bem, parece que eles estão migrando para outras redes sociais. O Instagram, quem sabe? Não dá para saber: o Facebook não falou muito sobre ela.

Será este o sinal de que o Facebook está começando a falhar em conectar pessoas, única tarefa que ele faz direito? Talvez! Por enquanto, ele segue mais forte do que nunca. [Facebook via The Next Web; Facebook via Washington Post]