Há seis meses, o Facebook decidiu proibir vídeos horríveis e brutais de decapitação. Esta semana, eles voltaram atrás e permitiram que tais vídeos aparecessem na rede social. E em menos de 24 horas, eles voltaram atrás de novo.

O Facebook proibiu novamente o polêmico vídeo de decapitação, em mais um cabo-de-guerra entre a liberdade de expressão e esse tipo de conteúdo horrível que pode aparecer nos feeds sem muito aviso.

Segundo o Facebook, a proibição foi inicialmente suspensa porque a rede social é usada para compartilhar experiências de eventos controversos. Agora, eles dizem ao AllThingsD que estão “reforçando a aplicação da política de uso”. Qual política? De acordo com o AllThingsD:

Primeiro, quando examinamos o conteúdo que é relatado para nós, daremos um olhar mais holístico no contexto ao redor da imagem ou vídeo violento, e removeremos conteúdo que celebre a violência.

Segundo, vamos considerar se a pessoa que publica o conteúdo está compartilhando-o com responsabilidade: colocando uma advertência junto ao vídeo ou imagem, e compartilhando-o com um público que tenha idade apropriada.

Com base nesses padrões melhorados, nós reexaminamos os relatos recentes de conteúdo gráfico e concluímos que esse conteúdo glorifica a violência de forma abusiva e irresponsável. Por este motivo, nós o removemos.

É cada vez mais difícil saber o que é aceitável de se ver na internet: vídeos de decapitação são nojentos, mas outros vídeos explícitos podem não ser? Em todo caso, o Facebook será juiz, júri e carrasco em sua rede social.

Conteúdo explícito pode ainda ser permitido no Facebook, mas os censores estarão prontos para removê-lo se for considerado irresponsável, impróprio e assim por diante. Se for sádico ou de celebração, ele será excluído. Se o vídeo servir para condenar, bem, ele ainda pode ser removido: ele pode se tornar inadequado com o tempo, dependendo da reação do público – foi assim com o vídeo de decapitação.

Por enquanto, o Facebook aconselha às pessoas que compartilhem conteúdo pesado com o propósito de condená-lo, mas que seja “de forma responsável” e “selecionando cuidadosamente” seu público-alvo. [AllThingsD]