A viagem de Eric Schmidt para a Coreia do Norte para espalhar as ideias da internet aberta e livre foi bem estranha. Ele postou no Google+ como fez para alertar o país de que poderia ficar para trás. Você sabe, internet, política, essas coisas. A filha de Schmidt, que o acompanhou na viagem, agora também compartilhou uma versão. E parece que foi uma baita viagem estranha.

A versão de Sophie para a aventura é bem simples. Como diz o site sobre a história: “Relato simples da história aqui: sem discussão de detalhes de reuniões ou intenções, apenas algumas observações.” E permita-me selecionar algumas das melhores partes:

  • Na biblioteca eletrônica da Universidade Kim Il Sung: “Ninguém estava fazendo nada. Alguns cliques e scrolls, mas quase todo mundo ficava apenas observando. Mais perturbador: quando um grupo entrou – um bando barulhento – ninguém olhou para eles. Nem uma cabeça se movendo, nenhuma reação. Eles poderiam ser estátuas.”
  • “Eles fizeram questão de nos mostrar um restaurante fast-food estilo os que existem nos Estados Unidos, mas o timing não foi o melhor: o lugar estava fechado quando chegamos. Trabalhadores se esforçavam para vestir aventais e acender as luzes.”
  • “Nos disseram bem antes de podermos perceber que tudo era grampeado: telefones, carros, salas, reuniões, restaurantes e sabe-se lá o que mais. Procurei por câmeras mas não encontrei. Mas por que se preocupar com câmeras quando você tem supervisores? Depois de um dia em Pyongyang, eu estava agradecida por estar quente.”

Você pode ler mais do relato bastante contundente de Sophie aqui (em inglês), que também tem imagens. No geral, parece ter sido uma viagem interessante, e nem um pouco entediante.

Então se você planeja visitar a Coreia do Norte – para falar sobre internet ou qualquer outra coisa – considere isso uma boa cartilha, e depois considere mudar de ideia. [Sophie in North Korea viaHacker News]