O final de Lost quase foi bem maior do que o que o público viu. Nada tão diferente assim. Os personagens e a ilha sempre iriam terminar como acabaram passando na TV. Mas uma grande adição teria mudado as coisas de maneira significativa: um vulcão.

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Os produtores executivos de Lost, Damon Lindelof e Carlton Cuse, contaram a história ao Entertainment Weekly. O resumo é que Lindelof e Cuse queriam algum tipo de símbolo visual para apresentar a ideia de que a ilha era uma espécie de rolha em uma garrafa de maldade. O símbolo seria um vulcão, e ele iria aparecer no antepenúltimo episódio. Nesse episódio, quando descobrimos a história anterior de Jacob e do Homem de Preto, Jacob jogaria o Homem de Preto dentro do vulcão, transformando-o no monstro de fumaça que apareceu na primeira temporada.

Então, no último episódio da série, Locke e Jack iriam lutar no vulcão enquanto ele estaria prestes a entrar em erupção, meio que um relógio de desastre natural, com tremores, lava e eventualmente o bem triunfando sobre o mal. A série até armou a ideia de existir um vulcão na ilha algum tempo antes, em um episódio da terceira temporada que apresentou uma sala de aula da Dharma. Mas no final a ideia acabou sendo descartada.

O motivo é simples: dinheiro. Os produtores e executivos perceberam que os possíveis efeitos e locação do vulcão seriam um pouco demais para o orçamento, especialmente quando outra locação da última temporada acabou sendo um pouco mais cara do que o planejado, o templo. Então, no final, a interpretação mais literal da ilha como sendo má acabou sendo cortada, e as coisas ficaram um pouco mais ambíguas. O mesmo final, Jack contra Locke lutando em uma área rochosa, mas sem vulcão.

Leia a história inteira, e algumas outras coisas em Lost que tiveram que ser alteradas por causa dos desafios da produção, no link abaixo.

[Entertainment Weekly]