Assim como a gastronomia molecular é o futuro da comida, a mixologia molecular é o futuro da bebida. Uma das pessoas comandando esta próxima revolução é ninguém menos que o proeminente chef Grant Achatz, que abriu um bar futurista em Chicago, nos EUA.

O movimento molecular em comida se trata de aplicar técnicas científicas no preparo da comida: congelar alimentos em nitrogênio, separar ingredientes em centrífuga, cozinhar a temperaturas precisas em períodos de tempo precisos. Quando aplicado ao álcool, não é diferente.

Wayne Curtis, da revista The Atlantic, escreve sobre o novo bar de Achatz, e como certos instrumentos – tanques de osmose reversa, alambiques e cafeteiras a vácuo – são usadas nessas bebidas. Curtis descreve a qualidade dos drinques usando referências pitorescas como fungos, steampunk e O Mágico de Oz. Mas o aspecto mais interessante que ele discute é a bebida no eixo-X, o coquetel que muda de sabor com o tempo.

Outra bebida de eixo-x, a Root Beer, é feita primeiro produzindo-se um chá escuro de sassafrás, baunilha, alcaçuz, estrela-de-anis, casca de bétula, cardamomo, e assim vai. Processados através de um evaporador giratório, ele se torna um líquido claro mas com sabor intenso, que então é misturado com kirsch [conhaque de cereja negra]. A bebida cristalina – parece um copo cheio de água – é servida sob três cubos de gelo incomumente perfeitos e cheios de baunilha. À medida que você bebe e os cubos derretem, o sabor amadurece em algo que parece a melhor – e mais sofisticada – bebida que existe.

É sexta-feira! Alguém mais quer ficar bebaço como se já fosse o ano 3000? Saiba como aqui: [The Atlantic]