Vedete do Mobile World Congress até agora, o Note 8 vai aportar em terras tupiniquins no começo de abril, custando algo em torno de R$ 1.500, segundo confirmou a Samsung aqui em Barcelona. Além dela, os coreanos mostraram um punhado de aparelhos e traquitanas interessantes.

A novidade chega com uma porção de atores coadjuvantes: um tablet de 10,1 polegadas pronto para o 4G, dois smartphones baratinhos e um grandalhão com dois chips, além de uma versão coreana e turbinada da Apple TV. Mas vamos por partes, como diria o caro Jack.

Você já viu por aqui: o Galaxy Note 8 tem, adivinhe só, tela de 8 polegadas. O processador quad-core de 1,6 GHz e a memória de 2 GB dão corda no Android Jelly Bean. O armazenamento é de 16 ou 32 GB, e as câmeras de 5 e 1,3 megapixels completam o pacote.

Impressão geral? Pelo que pudemos fuçar no brinquedo, durante alguns minutos no estande da empresa, é um aparelho rápido, com boa resposta da caneta e tamanho pra lá de confortável para leitura, anotações rápidas e navegação. Só que não faz sentido o fato de ele fazer ligações telefônicas. Mas, enfim, ele faz. Dá uma olhada em nosso hand-on:

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Um caderno 4G e um bloquinho para desenhar

A missão da Samsung no mundo dos tablets é transformar uma plataforma para consumo de conteúdo em uma máquina de produção. A tarefa é inglória, dadas as óbvias limitações da interface (não é nada fácil criar qualquer coisa, como projetos de arquitetura e desenhos, numa tela touch que está longe de oferecer a qualidade das mesas digitalizadoras).

O fato é que a saída para concorrer com a Apple parece interessante, considerando a superioridade dos aplicativos para iOS em relação às opções para Android quando o assunto é consumo multimídia em tablets (de áudio, vídeo, revistas – enfim, qualquer coisa). E, convenhamos, no assunto anotações espertinhas, com inclusão de mapas, plugins sociais e coisa e tal, a família Galaxy com caneta se sai bem, obrigado.

O Note 8, considerado o bloquinho de notas, é uma prova disso. E o Galaxy 10.1, o caderno universitário com 4G, também. A versão do tablet grande da empresa com LTE no padrão brasileiro também chega em abril, mas ainda não tem preço definido.

Fame, Young e o mundo dos smartphones baratinhos

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A Samsung vai atirando para todos os lados, e a família vai crescendo. O Fame é um modelo de 3,5 polegadas, chip de 1 GHz e câmera de 5 MP. Deve custar entre 600 e 700 reais. O Young é menor ainda, com 3,2 polegadas, processador de também 1 GHz e câmera de 3 MP. E a linha Y não vai morrer. Agora ela é a entrada da entrada.

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No mais, vale a pena mencionar também o lançamento do Galaxy Gran Duos, um smartphone de 5 polegadas para dois chips e com processador de 1,2 GHz. A câmera traseira tem 8 megapixels, e a frontal, 2 MP. A aposta: não é só quem procura os celulares mais baratos que deseja ter dois SIM cards à disposição, mas também quem se divide entre a linha do trabalho e a pessoal. Ele foi lançado no Brasil faz algumas semanas, e parece um aparelho bacana. Vejamos no que vai dar.

HomeSync: a Apple TV da Samsung

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Essa caixa cinza tem um HD de 1 terabyte, mas está mais para central multimídia do que para dispositivo de backup. É uma espécie de Apple TV com Android capaz de acessar o conteúdo do celular, do tablet e ainda salvar na nuvem todo o conteúdo que está armazenado nela. Tem saída HDMI, roda vídeos em full HD sem fio e faz espelhamento da tela do celular sem engasgo. Testamos e foi mesmo uma maravilha para jogar na TV usando o tablet. Chega ao Brasil até o fim do primeiro semestre, mas o preço ainda não está definido.