Neste Giz Explica nós daremos uma olhada nas TVs de plasma. Plasma. Só o som da palavra já lembra ficção científica.

A explicação básica de como aparelhos de plasma funcionam é que eles possuem um coquetel de gases nobres (lembre-se agora da química do seu ensino médio) em minúsculas células apertadas entre dois paineis de vidro. As células são zapeadas por eletricidade, o que faz com que elas se acendam. Substâncias fosforogênicas revestindo as células fazem com que a magia de cores aconteça (o gás é transformado em um plasma durante o processo, por isso o seu nome). Como os pixels individuais podem ser simplesmente desligados (mais ou menos), o plasma pode inerentemente produzir pretos muito melhores que as LCDs.

Por exemplo, a recente tecnologia da Pioneer Kuro consegue gerar pretos nojentamente profundos porque as suas células requerem menos carga para se acenderem, então elas ficam reduzindo a pré-carga que resulta nos cinzas brilhantes que você vê em aparelhos de plasma não tão bons.

As TVs de plasma na verdade atravessaram um bom caminho nos últimos 10 anos, desde que começaram a entrar forte no mercado. O antigo problema das manchas, com a qual uma imagem ficava permanentemente gravada na tela caso uma imagem estática ficasse ligada por muito tempo, agora é praticamente um mito. Elas não são totalmente imunes a isso – deixar o seu Killzone 2 pausado por muito tempo pode levar a uns resultados bem feios. Mas como o tempo que leva para reduzir o brilho do painel pela metade (a meia-vida) pode ser de 60.000 horas ou mais, pelo menos tanta vida quanto a iluminação traseira de uma LCD, agora isso não é mais argumento no debate entre LCD e plasma.

O famoso problema de altitude também é bem menos um problema agora do que antes. Veja bem, as plasmas não curtem muito grandes altitudes porque elas afetam o gás de dentro (pense na Seleção tendo que jogar em La Paz, ou a necessidade de alterar as receitas da Ana Maria Braga). As TVs de plasma em grandes altitudes podem fazer uns zumbidos irritantes. Mas os aparelhos mais novos são capazes de suportar altitudes cada vez maiores. Montanhistas devem buscar os modelos especiais de “grande altitude” da NEC que suportam até 2800 metros. Ainda assim, como sugere o Guia de Compra da TV de Plasma, é bom você ir a uma loja que funcione à mesma altitude de onde você a usará, ou simplesmente evitar os aparelhos nos poucos lugares no Brasil que ultrapassam essa altitude.

Se tem uma coisa na qual as plasmas é o volume e o peso (a menos que você esteja considerando a 103” exibida ou os monstros de 150” da Panasonic). Os modelos atuais têm uns 12cm de espessura e pesam 45kg, fazendo com que a instalação própria seja um verdadeiro pé no toba. Mas os aparelhos mais recentes e os que sairão em breve serão reduzidos para até 3cm e em torno de 20kg – mas você precisará pagar um bocado por esta nova leveza e talvez nunca possa pagar pela plasma conceito tão magrela quanto uma modelo-anoréxica-sob-cocaína da Pioneer.