Você deve se lembrar de um projeto bem bacana do Google que levou as enormes câmeras que registram o Street View para dentro de grandes museus — o Google Art Project. Agora, um ano após o seu lançamento mundial, o Google Brasil anuncia a chegada do serviço por aqui, na segunda e redesenhada versão do projeto. Hora de navegar por grandes museus, de graça.

O projeto conta inicialmente com a participação de dois grandes museus de São Paulo  — a Pinacoteca do Estado e o Museu de Arte Moderna (MAM) — e a digitalização de uma mostra, a “Panorama da Arte Brasileira”, que acontece anualmente no MAM. São 10 museus da América Latina, com 30 mil imagens em alta resolução e mais de seis mil artistas. São quase cem obras da Pinacoteca e mais cem do MAM, e uma peça de cada museu foi escolhida para ser exibida com altíssima resolução — 7 bilhões de pixels: o painel externo dos grafiteiros Osgemeos, no MAM, e “Saudade”, de Almeida Junior, na Pinacoteca.

A tática para captura foi semelhante à utilizada nos 17 museus da fase internacional do projeto: um carrinho com cara de robô,  60 quilos e 2,6 metros de altura foi equipado com 15 câmeras de alta resolução passeou por dentro dos museus capturando tudo em 360 graus. Ele usa três feixes de laser para detectar profundidade — técnica semelhante à utilizada no Street View.

Alessandro Germano, gerente de novos negócios do Google Brasil e responsável pela chegada do Art Project na América Latina, falou com empolgação da segunda fase do Art Project. Faz sentido: o serviço foi anunciado em primeiro de fevereiro do ano passado e contava apenas com 17 museus de nove países. Pouco mais de um ano depois, a nova versão do Art Project conta com 151 museus espalhados por 40 países — são mais de 30 mil obras digitalizadas.

Ou seja, agora você pode ver o acervo de alguns dos melhores museus do país direto no monitor. Mas, claro, não se engane: você só terá o melhor de um painel gigantesco d’Osgemeos ou de um pequeno quadro de Van Gogh encarando-o cara a cara — nenhum site, por melhor resolução que tenha, substitui a experiência de estar em um museu. “Ele não substitui a visita, mas expande a relação com as obras, com os detalhes e com as informações”, disse Marcelo Araujo, diretor da Pinacoteca.

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E a tendência é que as pessoas gostem bastante do projeto: a exposição mais visitada do mundo em 2011 foi no Brasil — mais especificamente no Rio de Janeiro. A mostra de MC Escher teve quase 10 mil visitantes diários. O detalhe que a conecta ao Google Art Project: a exposição também era gratuita. Bom passeio. [Google Art Project]