O Google diz que o sistema é leve e open source, dando ao usuário acesso super rápido à web. Eles alegam que o sistema será completamente livre de virus, por ter uma arquitetura de segurança totalmente nova, e rodará um sistema de janelas reimaginado sobre um kernel de Linux que será compatível tanto com processadores x86 quanto ARM. Eles foram rápidos em mencionar que o projeto é algo completamente distinto do Android, mas que haverá algumas similaridades em conceito e funcionalidade entre as duas plataformas.

A discussão sobre Apps específicos (e como eles funcionariam) foi vaga, mas o Google fez referência a um ecosistema de desenvolvimento que seria altamente baseado em web, e os aplicativos seriam compatíveis com Windows, Mac e, obviamente, Linux. Em resumo, parece que o Google Chrome OS vai primar pela simplicidade, velocidade, segurança e computação em nuvem.

O anúncio do Google Chrome OS é um grande passo para um empresa que lenta e sutilmente traçou seu caminho no desenvolvimento de web apps. O Google diz que o Chrome OS está sendo feito para todo tipo de máquina, "dos pequenos netbooks aos sistemas de mesa completos". O que isso significa para o Google? E mais importante, o que isso significa para a Microsoft e a Apple?

Eu acho que o Google acabou de assinar seu passe para uma bela fatia do mercado de computação. Não estou querendo dizer que você ou eu estaremos em breve usando exclusivamente o Chrome OS, mas com a internet ficando mais e mais acessível em QUALQUER LUGAR, nossos pais, avós e parentes tecnófobos provavelmente se converterão. A maioria deles já é familiar com a marca Google e está frustrada por tentar aprender as complicações dos sistemas operacionais atuais.

E mesmo para aqueles de nós que se consideram tecnologicamente avançados, quanto da experiência de um sistema operacional já foi substituída pelos web apps do Google? Nós ainda teremos nossos computadores principais, mas o que estará rodando nos nossos netbooks ou laptops antigos que ficam na sala?

Mais e mais, eu me vejo trabalhando quase exclusivamente com apps que existem inteiramente na web, ou com clientes que se conectem a serviços web. Os únicos aplicativos que eu uso e não tem relação com a nuvem são utilitários de sistema, players de mídia e editores de imagem/vídeo. E mesmo estes já estão se voltando para a direção da web. A computação em nuvem está nos levando cada vez mais para perto da antiga época dos mainframes. O Google quer ser o único agente trabalhando por trás das câmeras. Ao dizer que o seu sistema será baseado em web apps e sem plataforma definida, eles estão lentamente nos atraindo para a web deles.

Ainda assim, o Windows e o OS X sempre terão uma casa espaçosa no mundo da computação, sem dúvida. Alguns programas sempre vão precisar da arquitetura nativa desses sistemas, e os homens de negócios, programadores, designers gráficos, editores de vídeo e outros conhecedores das nuances da computação dificilmente conseguiriam trabalhar apenas na nuvem.

Mas o obstáculo final do Google aqui é armazenamento online fácil e acessível. Conseguirão eles ir atrás dos servidores de nuvem Amazon S3? E, talvez mais importante ainda, conseguirão oferecer o serviço de graça? Se eles nos permitirem realmente expandir os nossos discos rígidos na nuvem, aí sim. O Chrome OS será uma força a ser temida.

Mas a gente vai mesmo ter que esperar mais de um ano pra colocar as mãos nessa belezinha? [Ars Technica e Google]