O Google Buzz foi lançado e jogado ao mundo com graus variados de problemas e frustrações. Três meses depois, o Google cria a posição de "Head Of Social" (gerente de redes sociais), para ajudar a empresa a navegar pelas sombrias águas da web social. Tarde demais? Sim. Mas será pouco?

É possível! Porque apesar de o grande problema do Buzz estar na privacidade (ou falta dela), a questão maior é que os usuários simplesmente não querem usá-lo. Assim como eles não quiseram usar o Google Wave (ou não entenderam como usá-lo). E assim como eles não querem o Orkut fora do Brasil e Índia. Além disso, as partes sociais do Google que as pessoas gostam — o Gmail e o Blogger — não são exatamente "sociais" da mesma forma que o Facebook e o Twitter. Felizmente, parece que o Google sabe que o primeiro passo para se resolver um problema é admitir que você tem um problema, de acordo com esta carta de recrutamento obtida pelo GigaOM:

Esta é uma posição nova e bastante estratégica, já que o Google sabe que está atrasado nessa frente e age com bastante humildade em relação a isso. Na visão do Google, conceitualmente, há duas formas de lidar com a web social, cada uma delas impactando quem possa ser bem-sucedido neste cargo sênior: 1) construir uma plataforma inovadora espeficicamente nessa área; ou 2) desenvolver a capacidade de integrar a web social no portfólio existente do Google.

Será que o "head of social" será uma cura para as aflições sociais do Google? Se ele conseguir dar uma visão unificada para a empresa, talvez. Se ele não for surdo às demandas dos consumidores, provavelmente. Mas, e isto é o mais importante, é bom ver que o Google reconhece que eles precisam de ajuda — apesar de ter demorado tanto tempo para eles pedirem ajuda. [GigaOM]