Este meu título não vai desbancar as Livrarias Cultura do mundo, mas é possível que a nova técnica do Google para registrar livros na sua biblioteca digital cada vez maior me ajude a ler mais e ser um blogueiro melhor.

Você tem razão, acho que não.

De todo modo, o programa – como você deve saber – é chamado Google Book Search e é bastante simples: o Google no momento está ocupado registrando a maior quantidade de livros que conseguir encontrar e acrescentando as imagens em um banco de dados de busca. É apenas mais uma maneira da empresa lentamente assumir o controle do mundo, mas e daí? Você pode clicar nos links dos livros quando eles mencionam localizações do mundo e o Google Maps leva você direto pra lá!

Mas no afã de fechar todas as bibliotecas públicas que há, o Google se deparou com um problema definitivamente não-tecnológico ao escanear os livros físicos para carregar no seu novo meio digital. Basicamente, o software de reconhecimento de caracteres requer uma imagem 2D relativamente plana do texto para funcionar 100%. A encadernação dos livros, no entanto, não está cooperando, já que as páginas ficam arqueadas para cima em ambos os lados. Isto fez com que o processo demorasse muito mais do que esperavam os nossos futuros senhores feudais.

Por sorte, o Google sabe uma coisa ou outra sobre feixes laser (mas ainda bem que não sabem como acoplá-los às cabeças de tubarões – ainda). Ao lançar um feixe infravermelho sobre cada livro, a equipe do Google consegue usar câmeras infravermelhas para mapear o formato 3D e filtrar a distorção com um software bacana de correção de erros. E agora os livros saem voando das prateleiras, indo direto para o éter digital. [New Scientist]