O serviço de streaming de música Grooveshark, cuja legalidade é questionável, está em apuros de novo. A EMI, a única grande gravadora com a qual o Grooveshark tem um acordo de licenciamento, está processando o serviço.

O New York Times informa que, na quarta-feira, a EMI Music Publishing abriu processo judicial contra a empresa dona do Grooveshark, a Escape Media Group.

A EMI alega que a Escape Media quebrou o contrato firmado em 2009, dizendo que “não fez um pagamento sequer de royalties à EMI, nem forneceu qualquer demonstração contábil”. O New York Times sugere que o Grooveshark deve pelo menos US$150.000 de royalties à EMI. Ops!

O modelo de negócios do Grooveshark depende da DMCA (Digital Millennium Copyright Act), lei federal americana que protege empresas de internet que armazenam conteúdo de terceiros, se cumprirem ordens de remoção de conteúdo vindas de donos de direitos autorais. Isto permite ao Grooveshark armazenar uploads dos usuários, e pouco mais que isso.

Obviamente, o Grooveshark não está bem: ano passado, Universal, Warner e Sony Music processaram o serviço por violar direitos autorais. Com a EMI entrando na briga, o Grooveshark está praticamente prestes a acabar. Boa sorte, Grooveshark. [New York Times]

Foto por StringsOfASoul/Flickr