Estes tablets, de codinome S1 e S2, são o motivo pelo qual precisamos da Sony – a Sony que amamos – em um mundo onde quase todo gadget com relevância é efetivamente uma tabula rasa para software.

O S1, de cara, parece com qualquer (ou todo?) outro tablet de 10 polegadas. (Na verdade ele tem 9,4 polegadas, e ele é legal.) Mas aí você pega na lateral dele. O S1 é curvado, e fica fino até quase não ter mais espessura. Interessante. E então você o segura. É exatamente como uma revista aberta, quando você segura a capa atrás. (Se você gosta de revistas que pesam mais de meio quilo, claro.) O centro de gravidade é colocado com intenção. Ele parece estar no lugar certo, mesmo que pese alguns gramas a mais do que eu gostaria. E ao contrário dos outros tablets com Android, ele foi criado para ser usado na vertical. Boa, Sony.

Com o S2, eu entendo o problema que a Sony está tentando resolver: como colocar um tablet de 10 polegadas no seu bolso? Como um case que se abre para revelar duas telas de 5,5 polegadas, no fim o S2 pode ser algo estranho e bobo. Afinal, o outro Android com duas telas que usamos era um aparelho muito, muito triste. O S2 vai precisar muito mais de magia de software que de hardware – e eu não tenho muita fé que o Android ou a Sony consigam realizar essa proeza. Espero estar muito errado quanto a isso.

Talvez o único grande problema tanto no S1 quanto no S2: o estado atual do Android nos tablets. Mais apps para Honeycomb, desenvolvedores, por favor.

Especificações

Sony S1, S2:

Tela: touchscreens LCD; (S1) 9,4 polegadas, 1280×768 pixels; (S2) duas telas de 5,5 polegadas, 1024 x 480 pixels

Processador: NVIDIA Tegra 2 dual-core de 1 GHz

Armazenamento: a ser definido

Câmeras: uma dianteira, uma traseira

Wireless: suporte a Wi-Fi e 3G/4G, além de streaming por DLNA

Preço: a ser definido