A mais nova Sony Alpha de US$700 parece bem econômica para uma câmera profissional. Mas em nosso hands-on, sentimos que ela pode ter desempenho bem maior que seu preço.

A A57 lida com fotos tão bem quanto outra DSLR econômica que já experimentamos – às vezes até melhor. Ela é uma versão recauchutada da A55, lançada em 2010, só que a Sony aumentou o tamanho da câmera (esperava-se que ela ficasse menor). Equipada com um sensor APS-C de 16,1 megapixels e um processador Bionz, a câmera agora tem ISO de até 16.000, mira digital embutida, tira até 10 fotos contínuas por segundo e filma a 1080p em 24 e 60fps. Pode parecer que ela não mudou muito, mas as pequenas diferenças se acumulam.

Também há mudanças cosméticas, com uma pegada melhorada e um corpo maior. Parece contra-intuitivo que a câmera tenha crescido no novo modelo, eu sei, mas o resultado é que agora você a segura mais firmemente – como uma câmera de verdade, não só algo que você comprou por menos dinheiro.

E o que você leva ao comprá-la? Primeiro, uma câmera super-rápida. O obturador da A57 captura imagens mais rápido que qualquer outra câmera que experimentamos. A 10 quadros por segundo, as fotos contínuas chegam bem perto da incrivelmente rápida Nikon D4 de US$6.000 que experimentamos na CES.

Ao contrário das câmeras mirrorless Sony NEX, que abandonaram o design com espelhos, esta câmera usa lentes Sony Alpha. Isto significa que a câmera pode ter autofoco melhor e mais rápido que outras DSLRs. Eu usei a câmera em modo contínuo super-rápido para fotografar diversas pessoas se movendo, e fiquei impressionado em como a câmera se adaptava rápido às condições diferentes.

A grande desvantagem de câmeras SLT (translúcida de uma só lente) é terem miras digitais, em vez do viewfinder ótico encontrada em câmeras SLRs (reflex monobjetiva). Miras digitais estão longe do ideal e elas enlouquecem puristas, mas eu achei o viewfinder da SLT muito bom e bastante útil.

Quanto à qualidade de imagem – é isso o que mais importa, afinal – nosso tempo limitado com a câmera foi menos que o bastante para emitir um veredito final. Nós não pudemos testar seu desempenho em pouca luz, supostamente ótimo, mas em boas condições a câmera fornecia imagens bem nítidas.

Sem um review completo, é difícil dizer se SLTs são o futuro de DSLRs baratas – mas pelo que vimos, estamos confiantes que este pode ser o caso.