Já sabíamos que o híbrido Vaio Duo 11 era elegante antes mesmo da Sony anunciá-lo oficialmente. Mas no hands-on, parece que a mistura tablet + notebook não deu muito certo: ela causou uma crise de identidade.

Como tablet, o Vaio Duo 11 é bem bacana: a tela Full-HD de 11,6″ reage de forma rápida ao toque, todo o sistema responde a seus comandos sem lag, e ele tem um design frontal bem agradável – eu curti até mesmo o botão físico Windows, que se mescla com a borda inferior, e se diferencia dos outros híbridos com Windows 8.

O aparelho também acompanha uma caneta para a touchscreen. Ela reconhece diferentes níveis de pressão: num app de desenho, passe de leve a caneta e a linha resultante será fina; aperte mais, e o traço fica mais grosso.

Você também pode usar a caneta para selecionar parte da tela, e guardá-la como imagem. A Sony diz que o Active Clip e esperto: se você selecionar uma pessoa, por exemplo, o que estiver atrás dela será automaticamente removido. No hands-on, isso não funcionou, acontece. Mas qual a utilidade disso? Ainda não descobri.

A caneta ainda conta com o reconhecimento de escrita embutido no Windows 8. Num teste rápido, onde eu escrevi meu nome e “Gizmodo Brasil”, o Vaio Duo 11 me entendeu direitinho.

Até então, tudo bem. Aí você segura o bicho. Ele pesa 1.300g. Mais de um quilo! Segurá-lo com uma mão cansa o braço rapidinho. E os modelos exibidos na IFA incluíam uma bateria extra, que se encaixa na traseira e acrescenta mais peso. Sério que a Sony fez um tablet com mais de um quilo?

Bem, a Sony não chama o Vaio Duo 11 de tablet: ele é um “Ultrabook slider hibrido”. Eu usei o modelo com Intel Core i7; também haverá modelos com i5/i3. São 4GB/8GB de memória, mais SSD de 128GB ou 256GB. Tudo isso se combina num corpo bem fino – para um ultrabook – com 17,85mm de espessura.

Transformar o quase-tablet em notebook e fácil: basta puxar a borda superior da tela, e ela se levanta sem exigir muito esforço, até parar num ângulo fixo com um som de clique. Eu consegui ver a tela OptiContrast em diferentes ângulos de visão sem problemas, então imagino que o ângulo fixo não seja problema.

O problema, na minha experiência, é o que está atrás da tela. O teclado tem retroiluminação, mas apenas nas bordas das teclas, e elas são muito pequenas – menores que as de um netbook. Elas também não são altas o bastante para garantir um feedback tátil satisfatório. Talvez seja tudo questão de costume: eu consegui digitar cometendo poucos erros, só que o pouco feedback das teclas é bem estranho.

E o Vaio Duo 11 não tem trackpad. Na verdade, ele tem um trackpoint: uma bolinha no meio do teclado, com a qual você move o cursor. Eu tentei ativar a barra de charms (lado direito) com ele e, bem, foi difícil. O jeito é usar a touchscreen. Na verdade, a menos que você maneje bem o trackpoint, você vai querer usar a touchscreen sempre que possível. E talvez sinta falta de um touchpad comum: ficar trocando entre teclado e tela e teclado de novo deve cansar depois de um tempo. O híbrido também possui botões direito/esquerdo/do meio bem finos abaixo do teclado.

A Sony fez um ultrabook bastante compacto, mas talvez o Vaio Duo 11 seja compacto demais: um trackpad, presente em outros híbridos, seria bem-vindo. E, como tablet, o peso o limita bastante – segurar mais de um quilo não é confortável.

Parece que não temos o melhor de dois mundos com o Vaio Duo 11, e esse é o principal objetivo de um híbrido, não? Mas saberemos ao certo quando ele chegar ao mercado no final de outubro, junto ao Windows 8.