O App de música é bem feitinho, mas poderia ser um pouco melhor polido. Ele é ao mesmo tempo um player e uma loja. Achei que a primeira funcionou melhor que a segunda função. (A marca Zune, ao contrário de rumores, não está completamente morta. Ao comprar algo, você o faz através do Zune Music). Apesar de eu ter gostado bastante de poder acessar os controles de áudio onde quer que estivesse, a experiência de comprar foi bem meia-boca. Apesar de ser conveniente ver itens para compra logo no app de música, achei a busca pouco elegante e mais prática para descobrir coisas novas que procurar o que queria. É melhor que o iTunes, mas esse parâmetro é tão baixo que você ainda precisa cavar para ficar no topo.

O app de Mail talvez seja a melhoria mais vital desde o developer preview, mas também precisa de um pouco de capricho. Ela permite usar múltiplas contas, e tem alguns toque legais (emoji!). O mais útil é poder mandar arquivos grandes via SkyDrive ao invés de um anexo. Eu também gostei de deixá-lo como Snap e mantê-lo aberto enquanto trabalhava com outras coisas. Mas ele me pareceu mais como central de email de um smartphone do que um cliente para desktop. Apesar de o Metro ser certamente otimizado para tablets, este app me fez querer trocar para o modo desktop para conseguir ver mais da minha caixa de entrada de uma vez, e trocar de pastas de maneira mais fácil.

A conta do SkyDrive funcionou muito bem. Você pode escolher quais arquivos vai mandar com um simples clique, e tudo foi rápido. Comparado com o Dropbox, é legal ter um app que te dá uma interface visual dos seus arquivos remotos.

Os apps para Mapas e Clima, ambos usando o banco de dados do Bing, são simplesmente lindos. Eles funcionam bem e é claro que você pode fixar o quadrado de clima na tela de início para ter updates em tempo real.

Estranho e maravilhoso

A coisa pode ficar estranha também. Por duas vezes, quando estava usando o teclado, eu sem querer iniciei o Narrator, um app de acessibilidade que lê todas as suas ações na tela. Isso criou uma avalanche de alertas de áudio quase imparáveis e certamente ininteligíveis. Será que eu por acaso apertei um atalho de teclado? Será que fiz um toque duplo com 3 dedos sem querer? Talvez. Acho que foi isso. Mas quando o computador começa a latir uma sequência verborrágica pra você, é esquisito demais. Há tanta coisa rolando no Windows 8 que é fácil fazer coisas — especialmente com gestos — sem querer.

Mas às vezes essas esquisitices geram boas surpresas. A barra de endereços do Internet Explorer me incomodou no início. É na parte de baixo da tela, o que é estranho depois da convenção estabelecida por anos de navegadores com barra no topo. Mas a Microsoft fez todo tipo de teste de usabilidade; internamente, ao monitorar o feedback dos desenvolvedores e ao observar grupos focais. De todo modo é uma ação radical, e eu não entendi muito bem.

Mas depois de usar por um fim de semana, e surfar em um monte de sites pela visão do tablet ao invés do desktop, eu descobri que na real eu gosto disso. A barra fica embaixo porque é lá que seus dedões provavelmente ficam quando você está segurando o seu slate em modo paisagem — e se você está lendo uma página, é provável que ele esteja orientado desta forma. A versão do desktop do IE mantém a barra em cima, onde ela sempre ficou. Mas quando você está usando o Explorer no Metro, é lá embaixo, para você pode tocá-la com facilidade. No fim das contas eu tive a impressão que a parte de baixo é onde a barra de URL sempre deveria estar em um dispositivo touch.

Coisas estranhas podem ser brilhantes. Coisas esquisitas podem ser corajosas. O Windows 8 é tudo isso.