A HTC anunciou sem medo de ser feliz que fez um investimento enorme para comprar a marca Beats By Dre por US$300 milhões. No fim das contas, o que isso significa para nós?

Temos aqui um problema bem brasileiro: nem Beats nem HTC gostam muito de investir no país. A primeira é uma marca premium de fones de ouvido, famosa pelos graves agressivos e preços nada humildes — além de fazer muito sucesso com esportistas em geral, entre boleiros e jogadores de basquete. A segunda é uma marca de smartphones animal que tem como último lançamento no Brasil o Desire A, um aparelho de entrada com configuração atrasadíssima. Enquanto isso, lá fora, a empresa tem alguns dos melhores celulares do mundo.

Essa ausência da HTC no país não impede que muitos usuários comprem aparelhos fora do país, então aqui temos boas notícias: provavelmente, os fones de ouvido que acompanham os smartphones da empresa terão uma qualidade acima do padrão. É só lembrar que a HP fez algumas parcerias com o Beats e lançou notebooks com qualidade de áudio invejável. Só não sabemos exatamente quando isso irá ocorrer.

Para a Beats a coisa tende a melhorar, já que eles terão mais investimento. Se eles já faziam bons fones, a tendência é que eles melhorem ainda mais. Mas para nós, brasileiros, isso não é muito importante: nós não temos o costume de gastar muito com fones de ouvido. Normalmente, um Philips de 15 reais faz o básico para muitas pessoas. A fatia que usa fones mais caros é ínfima. Curiosamente, eu ganhei ontem um Beats, o modelo de entrada da marca, e digo que para quem gosta de música, os fones na faixa de US$70 a US$100 são uma boa pedida — muito mais detalhes e imersão nas músicas.

Mas, no resumo, trata-se de uma aquisição importante para vários países que estão cheio de pessoas com fones da marca na cabeça e fuçando e-mails em smartphones topo de linha da HTC. Enquanto a empresa não olhar o Brasil com bons olhos, a compra da empresa pouco interessa para nós.